Levantamento do Ranking dos Políticos mostra 72,8% dos deputados veem a redução da jornada 6×1 como vantagem eleitoral para Lula em 2026. A pesquisa foi feita durante debates sobre redução da jornada e pressão sindical.
Um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos revelou que a maioria dos congressistas acredita que a proposta de fim da escala 6 X 1 pode trazer benefícios eleitorais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição em 2026. A pesquisa foi conduzida durante as discussões sobre a redução da jornada semanal de trabalho e a pressão de centrais sindicais para que a proposta avance antes das eleições.
Os resultados da pesquisa mostram que 72,8% dos deputados federais consideram que a redução da jornada de trabalho teria um impacto positivo ou muito positivo para o presidente Lula. Entre os senadores, essa avaliação é compartilhada por 67,9%. Por outro lado, apenas 6,4% dos deputados e 3,5% dos senadores acreditam que a medida possa prejudicar o presidente eleitoralmente.
“O Congresso ainda discute o mérito e a viabilidade das propostas em tramitação, mas há uma percepção muito consolidada entre deputados e senadores de que esse tema dialoga diretamente com o eleitor”, afirmou Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.
Arruda ressaltou que, embora o Congresso ainda esteja debatendo a proposta, a maioria dos congressistas entende que o fim da escala 6 X 1 pode fortalecer a campanha de Lula, explicando assim o espaço que o tema ganhou no debate político atual.
O projeto que propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com implementação gradual ao longo de até 14 meses, foi aprovado pela Câmara há cerca de dois meses e, desde então, aguarda avanços no Senado.
Segundo o diretor do Ranking dos Políticos, o objetivo da pesquisa foi avaliar como os próprios congressistas percebem os possíveis efeitos eleitorais da proposta. “Mais do que medir apoio ao projeto, o estudo mostra como o ambiente político enxerga seus efeitos práticos eleitorais. E, por isso, a oposição tenta segurar a pauta o máximo possível para não servir como ativo político na campanha de Lula”, explicou Arruda.
A pesquisa contou com a participação de 112 deputados federais de 16 partidos e 28 senadores de 11 siglas, respeitando a proporcionalidade das bancadas. Os entrevistados incluíram congressistas da base do governo, da oposição e de partidos independentes. As entrevistas foram realizadas entre os dias 1º e 10 de julho, com margem de erro de 6,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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