O pré-candidato emitiu nota nesta quarta negando que tenha colocado em risco a integridade do sistema de votação. Alega que seu discurso apenas relatou a origem das urnas e a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou um comunicado nesta quarta-feira, 22, em que nega ter questionado a integridade do sistema de votação brasileiro, que utiliza urnas eletrônicas. A nota foi emitida após repercussão de um trecho de seu discurso proferido durante uma reunião com embaixadores estrangeiros.
No discurso, Flávio mencionou informações sobre a origem das urnas utilizadas nas eleições e citou a inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro, como um fato relacionado à reunião com embaixadores. A nota esclarece que o discurso se limitou a relatar dois fatos de domínio público.
“O fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro, foi uma notória reunião com embaixadores e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre fraudes nas eleições venezuelanas”, afirmou o comunicado.
Durante a reunião, Flávio fez referência a um documento da CIA que mencionava manipulações nas eleições na Venezuela em 2010 e fez um paralelo com as urnas brasileiras. “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, pode ter programado alterações nas votações naquele país. Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”, declarou.
A reunião contou com a participação de representantes das embaixadas dos Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido, além de outros 35 países e enviados de blocos como a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes.
Vale ressaltar que a afirmação de Flávio sobre a origem das urnas já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2020. Na ocasião, o TSE declarou que “são falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”.
A nota da equipe de Flávio também destaca a “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro”, enfatizando que o pré-candidato “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e que ele exortou os diplomatas a enviarem representantes para missões de observação internacional.
O comunicado concluiu reafirmando a crença de que as missões de observação internacional são fundamentais para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.
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