Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Domingo, 1 de novembro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

Ministério da Saúde lança AdaptaSUS para o El Niño 2026-27

AdaptaSUS reúne estratégias para preparar o SUS aos impactos do El Niño 2026-2027, com metas, kits emergenciais, monitoramento e atuação da FN‑SUS.

30/08/2026 · 18h36
Ministério da Saúde lança AdaptaSUS para o El Niño 2026-27

O Ministério da Saúde apresentou o AdaptaSUS, plano com medidas para preparar o setor para emergências de saúde ligadas ao El Niño. O documento foi divulgado na 7ª Assembleia do Conass.

O Brasil elaborou o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, chamado Plano Setorial de Saúde AdaptaSUS, que reúne medidas para preparar o setor de saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Publicidade

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera ventos e chuvas em todo o mundo.

O documento foi apresentado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.

O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade) e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde

O ministério destaca que as mudanças climáticas exigem respostas integradas e sensíveis às desigualdades, já que comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Eixos da preparação

  • Governança federativa: com Sala de Situação de Emergências Climáticas
  • Governança interna: por meio da Sala de Situação Saúde e Clima
  • Recursos e kits emergenciais: de assistência farmacêutica
  • Força Nacional do SUS: bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas
  • Organização de serviços: protocolos técnicos conforme as características de cada bioma

27 metas e 93 ações até 2035

No médio prazo, o plano estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. Entre as medidas de segurança hídrica em áreas sujeitas à seca, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

Entre as ferramentas de monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR, de vigilância de populações expostas a poluentes atmosféricos, e o GeoRisk, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O plano conta ainda com os Centros de Informação em Saúde e Clima, projeto-piloto em oito cidades das cinco regiões.

A estratégia prevê a integração dos sistemas oficiais usados para detecção precoce, registro e investigação de surtos, como e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan. Na Amazônia, a preparação considera a rede de atenção e a estrutura para atendimento em áreas de difícil acesso, incluindo Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

Publicidade

O planejamento também prevê a criação de um painel de especialistas em clima e saúde para subsidiar tecnicamente as decisões de preparação e resposta.

Principais efeitos diretos na saúde

  • Extremos de temperatura: doenças associadas ao calor e ao frio
  • Água e saneamento: doenças ligadas ao acesso inadequado à água e à higiene
  • Vetores e zoonoses: doenças transmitidas por vetores
  • Poluição: doenças respiratórias e associadas à poluição atmosférica
  • Eventos extremos: lesões e mortalidade por desastres climáticos
  • Nutrição e saúde mental: desnutrição, doenças não transmissíveis e impactos psicossociais

Efeitos previstos por região

  • Norte e Centro-Oeste: seca, estiagem e queimadas
  • Nordeste: aprofundamento da seca e calor
  • Sudeste: clima mais irregular, com ondas de calor e temporais
  • Sul: chuvas intensas, com risco de inundação

Até 2027, o El Niño está classificado como forte e pode atingir o patamar muito forte já em setembro deste ano. A janela crítica prevista vai de outubro de 2026 a março de 2027. O AdaptaSUS integra o Plano Clima Adaptação do governo federal e foi elaborado com participação de vários ministérios, da sociedade civil e do setor empresarial.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

O Ministério da Saúde apresentou o AdaptaSUS, plano com medidas para preparar o setor para emergências de saúde ligadas ao El Niño. O documento foi divulgado na 7ª Assembleia do Conass.

O Brasil elaborou o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, chamado Plano Setorial de Saúde AdaptaSUS, que reúne medidas para preparar o setor de saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera ventos e chuvas em todo o mundo.

O documento foi apresentado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.

O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade) e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde

O ministério destaca que as mudanças climáticas exigem respostas integradas e sensíveis às desigualdades, já que comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas.

Eixos da preparação

  • Governança federativa: com Sala de Situação de Emergências Climáticas
  • Governança interna: por meio da Sala de Situação Saúde e Clima
  • Recursos e kits emergenciais: de assistência farmacêutica
  • Força Nacional do SUS: bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas
  • Organização de serviços: protocolos técnicos conforme as características de cada bioma

27 metas e 93 ações até 2035

No médio prazo, o plano estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. Entre as medidas de segurança hídrica em áreas sujeitas à seca, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

Entre as ferramentas de monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR, de vigilância de populações expostas a poluentes atmosféricos, e o GeoRisk, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O plano conta ainda com os Centros de Informação em Saúde e Clima, projeto-piloto em oito cidades das cinco regiões.

A estratégia prevê a integração dos sistemas oficiais usados para detecção precoce, registro e investigação de surtos, como e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan. Na Amazônia, a preparação considera a rede de atenção e a estrutura para atendimento em áreas de difícil acesso, incluindo Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O planejamento também prevê a criação de um painel de especialistas em clima e saúde para subsidiar tecnicamente as decisões de preparação e resposta.

Principais efeitos diretos na saúde

  • Extremos de temperatura: doenças associadas ao calor e ao frio
  • Água e saneamento: doenças ligadas ao acesso inadequado à água e à higiene
  • Vetores e zoonoses: doenças transmitidas por vetores
  • Poluição: doenças respiratórias e associadas à poluição atmosférica
  • Eventos extremos: lesões e mortalidade por desastres climáticos
  • Nutrição e saúde mental: desnutrição, doenças não transmissíveis e impactos psicossociais

Efeitos previstos por região

  • Norte e Centro-Oeste: seca, estiagem e queimadas
  • Nordeste: aprofundamento da seca e calor
  • Sudeste: clima mais irregular, com ondas de calor e temporais
  • Sul: chuvas intensas, com risco de inundação

Até 2027, o El Niño está classificado como forte e pode atingir o patamar muito forte já em setembro deste ano. A janela crítica prevista vai de outubro de 2026 a março de 2027. O AdaptaSUS integra o Plano Clima Adaptação do governo federal e foi elaborado com participação de vários ministérios, da sociedade civil e do setor empresarial.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA