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Saúde

Fortaleça amizades e reduza o estresse, diz psicóloga

A qualidade das amizades impacta a saúde mental, diz especialista em saúde.

25/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h57
Fortaleça amizades e reduza o estresse, diz psicóloga

Vínculos afetivos sólidos vão além da companhia: ajudam a controlar o estresse, manter o equilíbrio emocional e podem influenciar a saúde física ao longo da vida. A reflexão surge após o Dia do Amigo, em 20 de julho.

Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas nem sempre pelas relações pessoais, especialistas têm chamado atenção para um fator muitas vezes negligenciado quando o assunto é saúde: a qualidade das amizades. Mais do que companhia para momentos de lazer, vínculos afetivos sólidos podem reduzir os efeitos do estresse, fortalecer a saúde mental e até contribuir para uma vida mais saudável ao longo dos anos.

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A discussão ganha força na semana em que foi celebrado o Dia do Amigo, em 20 de julho. Embora a data tenha caráter simbólico, ela também abre espaço para refletir sobre um problema crescente: o aumento da sensação de solidão, mesmo entre pessoas cercadas por contatos presenciais ou virtuais.

Segundo a psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, do Hospital Dia M’Boi Mirim I, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, as amizades exercem um papel importante como fator de proteção para a saúde física e emocional.

“Um amigo é, literalmente, aquela pessoa com quem podemos contar. Ter boas amizades aumenta a percepção de segurança, confiança e motivação para enfrentar os desafios do cotidiano”, explica.

Ligia destaca que os vínculos de amizade não eliminam os problemas da vida, mas mudam a forma como eles são enfrentados. Compartilhar dificuldades com alguém de confiança proporciona acolhimento e reduz a sensação de estar sozinho diante de situações estressantes. Como consequência, a sobrecarga emocional tende a diminuir, tornando mais fácil lidar com desafios pessoais, profissionais ou familiares.

Na ausência dessa rede de apoio, o cenário pode ser diferente. Pessoas com vínculos fragilizados ficam mais vulneráveis ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão e à sensação persistente de solidão. A psicóloga ressalta, no entanto, que a falta de amizades, isoladamente, não provoca um transtorno mental, mas representa um fator que pode aumentar a vulnerabilidade emocional, especialmente em momentos de crise.

A importância das amizades vai além do aspecto emocional. De acordo com a especialista, as relações sociais acompanham o indivíduo desde a infância e são fundamentais para o desenvolvimento emocional. Além de fortalecer o sentimento de pertencimento, amizades saudáveis favorecem a autoestima e podem estimular a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar.

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“Não se trata apenas de uma relação afetiva, mas de um componente importante da vida social e emocional”, explica.

Um dos pontos destacados pela especialista é a diferença entre isolamento físico e solidão. Enquanto estar sozinho significa apenas não estar acompanhado naquele momento, sentir-se solitário é uma experiência subjetiva, relacionada à percepção da qualidade das relações. Assim, uma pessoa pode viver sozinha e sentir-se plenamente satisfeita, da mesma forma que alguém cercado por familiares, colegas ou seguidores nas redes sociais pode experimentar uma intensa sensação de vazio.

Construir e manter amizades tende a se tornar mais difícil com o passar dos anos. A rotina de trabalho, estudos, responsabilidades familiares e outros compromissos reduz o tempo disponível para convivência e para conhecer novas pessoas. Mudanças como divórcio, mudança de cidade ou alterações na rotina também exigem a reconstrução da rede de apoio, processo que faz parte dos ciclos naturais da vida.

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Embora a tecnologia facilite manter contato com amigos que vivem longe e permita encontrar pessoas com interesses em comum, ela também pode favorecer relações superficiais. Para a psicóloga, é importante avaliar se os vínculos permanecem restritos ao ambiente virtual e se houve redução dos encontros presenciais.

“A tecnologia é uma ferramenta importante para manter conexões, mas não substitui completamente a convivência, o olhar e a presença física”, afirma.

Entre os principais sinais de que a rede de apoio pode estar fragilizada estão o afastamento de atividades sociais, o hábito de enfrentar todas as dificuldades sozinho, o isolamento durante momentos de descanso e a vergonha de pedir ajuda. Esses comportamentos costumam surgir de forma gradual e podem indicar que a pessoa dispõe de menos recursos emocionais para lidar com perdas, frustrações e situações de estresse.

Apesar disso, a psicóloga destaca que é possível reconstruir laços e fortalecer a rede de apoio, independentemente da fase da vida em que se encontra cada um.

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Vínculos afetivos sólidos vão além da companhia: ajudam a controlar o estresse, manter o equilíbrio emocional e podem influenciar a saúde física ao longo da vida. A reflexão surge após o Dia do Amigo, em 20 de julho.

Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas nem sempre pelas relações pessoais, especialistas têm chamado atenção para um fator muitas vezes negligenciado quando o assunto é saúde: a qualidade das amizades. Mais do que companhia para momentos de lazer, vínculos afetivos sólidos podem reduzir os efeitos do estresse, fortalecer a saúde mental e até contribuir para uma vida mais saudável ao longo dos anos.

A discussão ganha força na semana em que foi celebrado o Dia do Amigo, em 20 de julho. Embora a data tenha caráter simbólico, ela também abre espaço para refletir sobre um problema crescente: o aumento da sensação de solidão, mesmo entre pessoas cercadas por contatos presenciais ou virtuais.

Segundo a psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, do Hospital Dia M’Boi Mirim I, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, as amizades exercem um papel importante como fator de proteção para a saúde física e emocional.

“Um amigo é, literalmente, aquela pessoa com quem podemos contar. Ter boas amizades aumenta a percepção de segurança, confiança e motivação para enfrentar os desafios do cotidiano”, explica.

Ligia destaca que os vínculos de amizade não eliminam os problemas da vida, mas mudam a forma como eles são enfrentados. Compartilhar dificuldades com alguém de confiança proporciona acolhimento e reduz a sensação de estar sozinho diante de situações estressantes. Como consequência, a sobrecarga emocional tende a diminuir, tornando mais fácil lidar com desafios pessoais, profissionais ou familiares.

Na ausência dessa rede de apoio, o cenário pode ser diferente. Pessoas com vínculos fragilizados ficam mais vulneráveis ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão e à sensação persistente de solidão. A psicóloga ressalta, no entanto, que a falta de amizades, isoladamente, não provoca um transtorno mental, mas representa um fator que pode aumentar a vulnerabilidade emocional, especialmente em momentos de crise.

A importância das amizades vai além do aspecto emocional. De acordo com a especialista, as relações sociais acompanham o indivíduo desde a infância e são fundamentais para o desenvolvimento emocional. Além de fortalecer o sentimento de pertencimento, amizades saudáveis favorecem a autoestima e podem estimular a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar.

“Não se trata apenas de uma relação afetiva, mas de um componente importante da vida social e emocional”, explica.

Um dos pontos destacados pela especialista é a diferença entre isolamento físico e solidão. Enquanto estar sozinho significa apenas não estar acompanhado naquele momento, sentir-se solitário é uma experiência subjetiva, relacionada à percepção da qualidade das relações. Assim, uma pessoa pode viver sozinha e sentir-se plenamente satisfeita, da mesma forma que alguém cercado por familiares, colegas ou seguidores nas redes sociais pode experimentar uma intensa sensação de vazio.

Construir e manter amizades tende a se tornar mais difícil com o passar dos anos. A rotina de trabalho, estudos, responsabilidades familiares e outros compromissos reduz o tempo disponível para convivência e para conhecer novas pessoas. Mudanças como divórcio, mudança de cidade ou alterações na rotina também exigem a reconstrução da rede de apoio, processo que faz parte dos ciclos naturais da vida.

Embora a tecnologia facilite manter contato com amigos que vivem longe e permita encontrar pessoas com interesses em comum, ela também pode favorecer relações superficiais. Para a psicóloga, é importante avaliar se os vínculos permanecem restritos ao ambiente virtual e se houve redução dos encontros presenciais.

“A tecnologia é uma ferramenta importante para manter conexões, mas não substitui completamente a convivência, o olhar e a presença física”, afirma.

Entre os principais sinais de que a rede de apoio pode estar fragilizada estão o afastamento de atividades sociais, o hábito de enfrentar todas as dificuldades sozinho, o isolamento durante momentos de descanso e a vergonha de pedir ajuda. Esses comportamentos costumam surgir de forma gradual e podem indicar que a pessoa dispõe de menos recursos emocionais para lidar com perdas, frustrações e situações de estresse.

Apesar disso, a psicóloga destaca que é possível reconstruir laços e fortalecer a rede de apoio, independentemente da fase da vida em que se encontra cada um.

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