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G7 quer cortar dependência da China em minerais e Brasil mira oportunidade

Internacional

G7 quer cortar dependência da China em minerais e Brasil mira oportunidade

Acordo do G7 sobre terras raras é visto como oportunidade pelo Brasil para fortalecer sua posição.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h57
G7 quer cortar dependência da China em minerais e Brasil mira oportunidade

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Líderes do G7 firmaram acordo para limitar a 60% a dependência de um único fornecedor em terras raras até 2030. O Brasil vê na decisão uma chance de ampliar seu peso nas cadeias produtivas globais.

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O acordo firmado pelos líderes do G7, com o objetivo de reduzir a dependência da China em relação a minerais críticos e terras raras, foi interpretado no Brasil como uma oportunidade de aumentar o poder de negociação do país na reestruturação das cadeias produtivas globais.

Na quarta-feira, dia 17 de junho, os líderes do G7 estabeleceram uma meta de limitar a dependência de qualquer fornecedor único a menos de 60% até 2030, no que diz respeito a terras raras e ímãs permanentes. A ambição de longo prazo é alcançar 50% “o mais rápido possível”. O plano inclui coordenação de estoques estratégicos, diversificação de fornecedores, reciclagem e mecanismos apoiados pela Agência Internacional de Energia.

A medida é direcionada principalmente à China, que atualmente domina etapas cruciais da cadeia de terras raras, especialmente no processamento, separação e produção de ímãs permanentes. Em resposta, Pequim defendeu seus controles de exportação sobre minerais críticos, alegando que suas ações seguem normas internacionais, e criticou a formação de blocos econômicos exclusivos, que, segundo a China, podem prejudicar o comércio global.

“O movimento confirma uma janela de oportunidade para o Brasil tentar ocupar uma posição mais relevante na cadeia”, afirmaram representantes do governo brasileiro.

O governo brasileiro avalia que a competição entre Estados Unidos, União Europeia, Japão e China por fontes alternativas de minerais críticos abre espaço para exigir investimentos em beneficiamento, processamento, pesquisa, tecnologia e industrialização local. O Brasil está em negociações com os Estados Unidos, União Europeia e Japão sobre acordos relacionados a minerais críticos, sendo que as conversas com os norte-americanos são consideradas as mais avançadas, embora ainda enfrentem barreiras políticas.

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A proposta dos EUA menciona explicitamente a construção de capacidades de refino no Brasil e sugere que financiamentos possam ser estruturados por meio de instituições financeiras ligadas ao governo americano, como a DFC e o Exim Bank. Esses recursos estariam provavelmente vinculados a contratos futuros de compra.

Um ponto de atenção para parte do governo é a expressão “first look”, que foi interpretada como uma tentativa de garantir aos Estados Unidos prioridade na análise de projetos no setor de minerais críticos, embora sem uma exclusividade formal. A ala desenvolvimentista do governo vê a movimentação do G7 como um reforço à ideia de que o Estado brasileiro deve ter maior coordenação sobre o setor.

“O país deve usar o interesse externo em terras raras para condicionar parcerias a compromissos de industrialização e transferência de tecnologia”, afirmaram membros do governo.

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A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, que agora está em análise no Senado, amplia o papel do governo na definição de projetos prioritários e cria instrumentos para estimular a agregação de valor no Brasil. Isso dá ao governo maior influência sobre a entrada de capital estrangeiro e condiciona o avanço de projetos a compromissos de beneficiamento e processamento no país.

A estratégia do Brasil está alinhada ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do G7, onde ele defendeu que países com recursos minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, promovendo a industrialização e transferência de tecnologia.

A diplomacia brasileira considera a industrialização dos países detentores de minerais críticos como um eixo central de sua posição internacional. Entretanto, há preocupações sobre a atuação de alguns atores do setor mineral que buscam parcerias diretamente com governos estrangeiros, o que pode enfraquecer a posição negociadora do Brasil em um momento de crescente disputa global por terras raras.

No setor privado, a preocupação é que um excesso de intervenção estatal ou regras pouco claras possa afastar investidores, especialmente quando o país busca se apresentar como uma alternativa confiável à China.

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O acordo firmado pelos líderes do G7, com o objetivo de reduzir a dependência da China em relação a minerais críticos e terras raras, foi interpretado no Brasil como uma oportunidade de aumentar o poder de negociação do país na reestruturação das cadeias produtivas globais.

Na quarta-feira, dia 17 de junho, os líderes do G7 estabeleceram uma meta de limitar a dependência de qualquer fornecedor único a menos de 60% até 2030, no que diz respeito a terras raras e ímãs permanentes. A ambição de longo prazo é alcançar 50% “o mais rápido possível”. O plano inclui coordenação de estoques estratégicos, diversificação de fornecedores, reciclagem e mecanismos apoiados pela Agência Internacional de Energia.

A medida é direcionada principalmente à China, que atualmente domina etapas cruciais da cadeia de terras raras, especialmente no processamento, separação e produção de ímãs permanentes. Em resposta, Pequim defendeu seus controles de exportação sobre minerais críticos, alegando que suas ações seguem normas internacionais, e criticou a formação de blocos econômicos exclusivos, que, segundo a China, podem prejudicar o comércio global.

“O movimento confirma uma janela de oportunidade para o Brasil tentar ocupar uma posição mais relevante na cadeia”, afirmaram representantes do governo brasileiro.

O governo brasileiro avalia que a competição entre Estados Unidos, União Europeia, Japão e China por fontes alternativas de minerais críticos abre espaço para exigir investimentos em beneficiamento, processamento, pesquisa, tecnologia e industrialização local. O Brasil está em negociações com os Estados Unidos, União Europeia e Japão sobre acordos relacionados a minerais críticos, sendo que as conversas com os norte-americanos são consideradas as mais avançadas, embora ainda enfrentem barreiras políticas.

A proposta dos EUA menciona explicitamente a construção de capacidades de refino no Brasil e sugere que financiamentos possam ser estruturados por meio de instituições financeiras ligadas ao governo americano, como a DFC e o Exim Bank. Esses recursos estariam provavelmente vinculados a contratos futuros de compra.

Um ponto de atenção para parte do governo é a expressão “first look”, que foi interpretada como uma tentativa de garantir aos Estados Unidos prioridade na análise de projetos no setor de minerais críticos, embora sem uma exclusividade formal. A ala desenvolvimentista do governo vê a movimentação do G7 como um reforço à ideia de que o Estado brasileiro deve ter maior coordenação sobre o setor.

“O país deve usar o interesse externo em terras raras para condicionar parcerias a compromissos de industrialização e transferência de tecnologia”, afirmaram membros do governo.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, que agora está em análise no Senado, amplia o papel do governo na definição de projetos prioritários e cria instrumentos para estimular a agregação de valor no Brasil. Isso dá ao governo maior influência sobre a entrada de capital estrangeiro e condiciona o avanço de projetos a compromissos de beneficiamento e processamento no país.

A estratégia do Brasil está alinhada ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do G7, onde ele defendeu que países com recursos minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, promovendo a industrialização e transferência de tecnologia.

A diplomacia brasileira considera a industrialização dos países detentores de minerais críticos como um eixo central de sua posição internacional. Entretanto, há preocupações sobre a atuação de alguns atores do setor mineral que buscam parcerias diretamente com governos estrangeiros, o que pode enfraquecer a posição negociadora do Brasil em um momento de crescente disputa global por terras raras.

No setor privado, a preocupação é que um excesso de intervenção estatal ou regras pouco claras possa afastar investidores, especialmente quando o país busca se apresentar como uma alternativa confiável à China.

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