O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, celebrou o memorando firmado entre Washington e Teerã. Ele afirmou que o acordo pode reduzir o poder nuclear iraniano e garantir a navegação no Oriente Médio.
No dia 18 de junho de 2026, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, manifestou sua aprovação em relação ao memorando assinado entre os Estados Unidos e o Irã. Durante uma coletiva de imprensa realizada em Bruxelas, antes de uma reunião com ministros da Defesa da aliança, Rutte declarou:
“Recebo o acordo com satisfação. Acho que o presidente Trump fechou um bom acordo”.
O secretário-geral destacou que o memorando tem o potencial de contribuir para a diminuição da capacidade nuclear do Irã e para a restauração da liberdade de navegação na região do Oriente Médio. Rutte enfatizou que, embora a responsabilidade pela segurança da navegação no Estreito de Ormuz não recaia diretamente sobre a Otan, a aliança está disposta a colaborar se solicitado.
Na mesma ocasião, Rutte afirmou:
“Se a Otan puder desempenhar algum papel, então, naturalmente, estaremos sempre dispostos a ajudar”.
O acordo, que inclui 14 pontos, visa encerrar os conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, além de facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz. Uma das principais determinações do documento é o compromisso do Irã em não adquirir nem desenvolver armas nucleares. No entanto, algumas questões relacionadas ao programa nuclear iraniano ainda permanecem sem solução.
Recentemente, durante um evento em Versalhes, o presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou a assinatura do acordo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também foi visto assinando o documento, conforme divulgado pela agência estatal iraniana IRNA. Após as assinaturas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que o memorando de entendimento foi
“oficialmente finalizado”
e que, embora haja planos para que equipes de negociação se encontrem em Genebra, não haverá uma cerimônia formal de assinatura na Suíça. Pesquisas recentes indicam que 6 em cada 10 americanos consideram a possibilidade de uma guerra com o Irã como um erro, o que destaca a complexidade e a sensibilidade do tema.
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