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Gargalos logísticos travam agro brasileiro e custam US$ 14 bi

Agro

Gargalos logísticos travam agro brasileiro e custam US$ 14 bi

Relatório do USDA aponta que limitações logísticas do agro brasileiro custam US$ 14 bilhões.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h56
Gargalos logísticos travam agro brasileiro e custam US$ 14 bi

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Relatório do USDA aponta que armazenagem e transporte limitam o crescimento do agronegócio. Infraestrutura, não terra, será o maior desafio até 2034.

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O crescimento da produção agrícola brasileira na próxima década dependerá menos da abertura de novas áreas e mais da capacidade do país de expandir sua infraestrutura logística. Essa avaliação foi apresentada em um relatório divulgado pelo adido do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Brasília, que identificou gargalos em armazenagem, transporte e escoamento como os principais fatores que podem limitar a expansão do agronegócio brasileiro até 2034.

O documento ressalta que a agricultura brasileira avançou para novas fronteiras produtivas no Centro-Oeste e no Norte do país em um ritmo superior ao da expansão de rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e estruturas de armazenagem. Como resultado, ineficiências logísticas já representam aproximadamente 30% dos custos de produção agrícola no Brasil. Além disso, mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de deficiência operacional.

Segundo o USDA, o impacto econômico dessas limitações alcançou cerca de US$ 14 bilhões em 2025, refletindo custos adicionais de frete, congestionamentos portuários, restrições de armazenagem e prêmios logísticos ao longo da cadeia. A preocupação surge em um momento de forte expansão da agricultura brasileira, com exportações que atingiram US$ 169 bilhões em produtos agropecuários em 2025, sendo a China responsável por 33% desse total.

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O relatório também aponta que a capacidade de armazenagem de grãos cobre apenas entre 60% e 70% da produção nacional, enquanto nos Estados Unidos, essa capacidade equivale a cerca de 150% da produção anual.

O déficit nacional de armazenagem alcança 134 milhões de toneladas, com dados de 2024, e seria necessário cerca de R$ 140 bilhões em investimentos para eliminar essa diferença. A situação é particularmente crítica no Centro-Oeste, onde se projeta um déficit de armazenagem de 87 milhões de toneladas em 2026, e no Matopiba, com um déficit próximo de 60%.

No que diz respeito ao transporte, o relatório observa que uma frota de cerca de 130 mil caminhões seria suficiente para transportar a safra brasileira durante a maior parte do ano. Contudo, durante os períodos de pico, a necessidade pode ultrapassar 200 mil veículos devido a limitações de armazenagem e congestionamentos em portos, ferrovias e hidrovias. Mais de 95% dos armazéns brasileiros dependem do transporte rodoviário para recebimento e expedição de cargas.

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O USDA também destaca que, apesar do interesse privado, o processo de autorização de novos terminais enfrenta dificuldades, incluindo licenciamento ambiental e entraves jurídicos. Além disso, a expansão ferroviária é vista como uma das principais ferramentas para reduzir os custos logísticos, já que o transporte ferroviário de longa distância pode reduzir custos de frete em até 25% em comparação ao transporte rodoviário.

Entre os projetos considerados estratégicos pelo USDA estão a Ferrovia de Mato Grosso, a Nova Ferroeste, a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrogrão. Esta última, ainda em fase de estudos, prevê uma ligação de 933 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), criando uma alternativa à BR-163 para acesso aos portos do Arco Norte.

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O crescimento da produção agrícola brasileira na próxima década dependerá menos da abertura de novas áreas e mais da capacidade do país de expandir sua infraestrutura logística. Essa avaliação foi apresentada em um relatório divulgado pelo adido do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Brasília, que identificou gargalos em armazenagem, transporte e escoamento como os principais fatores que podem limitar a expansão do agronegócio brasileiro até 2034.

O documento ressalta que a agricultura brasileira avançou para novas fronteiras produtivas no Centro-Oeste e no Norte do país em um ritmo superior ao da expansão de rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e estruturas de armazenagem. Como resultado, ineficiências logísticas já representam aproximadamente 30% dos custos de produção agrícola no Brasil. Além disso, mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de deficiência operacional.

Segundo o USDA, o impacto econômico dessas limitações alcançou cerca de US$ 14 bilhões em 2025, refletindo custos adicionais de frete, congestionamentos portuários, restrições de armazenagem e prêmios logísticos ao longo da cadeia. A preocupação surge em um momento de forte expansão da agricultura brasileira, com exportações que atingiram US$ 169 bilhões em produtos agropecuários em 2025, sendo a China responsável por 33% desse total.

O relatório também aponta que a capacidade de armazenagem de grãos cobre apenas entre 60% e 70% da produção nacional, enquanto nos Estados Unidos, essa capacidade equivale a cerca de 150% da produção anual.

O déficit nacional de armazenagem alcança 134 milhões de toneladas, com dados de 2024, e seria necessário cerca de R$ 140 bilhões em investimentos para eliminar essa diferença. A situação é particularmente crítica no Centro-Oeste, onde se projeta um déficit de armazenagem de 87 milhões de toneladas em 2026, e no Matopiba, com um déficit próximo de 60%.

No que diz respeito ao transporte, o relatório observa que uma frota de cerca de 130 mil caminhões seria suficiente para transportar a safra brasileira durante a maior parte do ano. Contudo, durante os períodos de pico, a necessidade pode ultrapassar 200 mil veículos devido a limitações de armazenagem e congestionamentos em portos, ferrovias e hidrovias. Mais de 95% dos armazéns brasileiros dependem do transporte rodoviário para recebimento e expedição de cargas.

O USDA também destaca que, apesar do interesse privado, o processo de autorização de novos terminais enfrenta dificuldades, incluindo licenciamento ambiental e entraves jurídicos. Além disso, a expansão ferroviária é vista como uma das principais ferramentas para reduzir os custos logísticos, já que o transporte ferroviário de longa distância pode reduzir custos de frete em até 25% em comparação ao transporte rodoviário.

Entre os projetos considerados estratégicos pelo USDA estão a Ferrovia de Mato Grosso, a Nova Ferroeste, a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrogrão. Esta última, ainda em fase de estudos, prevê uma ligação de 933 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), criando uma alternativa à BR-163 para acesso aos portos do Arco Norte.

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