Em evento da CNI em Brasília, senador criticou decisões monocráticas do Supremo e defendeu segurança jurídica. Para ele, medidas individuais de ministros afastam capital nacional e estrangeiro do país.
O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), fez críticas contundentes nesta segunda-feira (22) às decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele chamou de “canetadas”. Durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília, Flávio afirmou que essas medidas geram “insegurança jurídica” e têm o potencial de afastar investimentos, tanto nacionais quanto estrangeiros.
“Todos falaram sobre insegurança jurídica. É inaceitável que neste país continuemos sendo submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo que pode, por exemplo, desfazer uma decisão do Congresso Nacional”, declarou.
O senador ressaltou que o STF, atualmente, parece mais uma “delegacia de polícia” do que uma corte constitucional, citando a interferência da instituição no processo eleitoral e na definição de candidaturas. Ele também comentou que a insegurança jurídica afeta diretamente a confiança dos investidores no Brasil.
Flávio anunciou que, se eleito, pretende promover um “tesouraço” para desburocratizar atos do governo federal que, segundo ele, dificultam o crescimento econômico. “É inadmissível que com tantos licenciamentos necessários para empreender, como construir um hotel, o governo não tome providências para simplificar isso”, afirmou.
Além disso, o senador abordou questões de segurança pública, defendendo a classificação de facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, como organizações terroristas. Ele argumentou que essas organizações impõem medo coletivo e dominam territórios, criando um “poder paralelo” que impede a prestação de serviços básicos, como ambulâncias.
“Esses marginais têm que ficar muito mais tempo presos. Já propusemos criar mais meio milhão de novas vagas em presídios para manter longe de circulação esse tipo de gente”, destacou.
No campo das relações exteriores, Flávio Bolsonaro criticou a postura do governo atual em relação aos Estados Unidos, sugerindo que o Brasil deve negociar de forma mais assertiva, como exemplificado pela Argentina sob a liderança de Javier Milei.
Em relação à economia, ele defendeu uma revisão da reforma tributária aprovada recentemente e manifestou a intenção de privatizar parte das estatais, citando a Petrobras como um exemplo. Daniella Marques, cogitada como possível ministra da Fazenda, acompanhou Flávio no evento e tem colaborado com questões econômicas em sua equipe.
O evento da CNI também contou com a participação de outros pré-candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que discutiram desafios e oportunidades para o desenvolvimento do Brasil. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância de uma agenda pró-crescimento para fortalecer o setor industrial e a economia do país.
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