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Aracaju, Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Governo propõe elevar mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para até 32%

Economia

Governo propõe elevar mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para até 32%

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta terça-feira (9) que apresentará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)...

10/06/2026 · 08h27
Governo propõe elevar mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para até 32%

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta terça-feira (9) que apresentará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para aumentar a participação do etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32).

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A declaração foi feita após encontro realizado no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros e representantes do setor sucroalcooleiro e empresarial. A proposta, atendendo a uma demanda da cadeia de biocombustíveis, deverá ser analisada pelo CNPE nos próximos 15 dias.

Segundo Silveira, a mudança integra ações voltadas à descarbonização e ao fortalecimento da segurança energética do país, em linha com a Lei Combustível do Futuro. O ministro estimou que o aumento da mistura pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 milhões de litros.

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse o ministro Alexandre Silveira.

Representantes da indústria de biocombustíveis avaliaram positivamente a reunião e defenderam o papel do etanol na redução de preços ao consumidor e na segurança energética. Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), destacou a diferença de preço entre os combustíveis: “Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”.

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Gussi acrescentou que, nos últimos três meses, período marcado pelo conflito no Irã, a diferença de preços proporcionou uma economia de aproximadamente R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou gasto de cerca de R$ 8 bilhões com importações de gasolina.

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Sobre a compatibilidade dos motores com a nova composição, representantes do setor afirmaram que há viabilidade técnica e lembraram que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando a adição foi elevada para 30% em junho do ano passado.

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Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil, afirmou que as políticas públicas adotadas nos últimos anos deram impulso ao segmento e projetou um incremento superior a 4 bilhões de litros na produção de etanol neste ano. Para ele, a alteração na mistura é uma oportunidade para ampliar a descarbonização da matriz de transporte e oferecer ao consumidor uma alternativa mais barata em várias regiões do país.

O CNPE terá até 15 dias para avaliar a proposta encaminhada pelo ministério e decidir sobre a alteração da mistura do etanol anidro na gasolina.

Com informações de Agência Brasil

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta terça-feira (9) que apresentará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para aumentar a participação do etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32).

A declaração foi feita após encontro realizado no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros e representantes do setor sucroalcooleiro e empresarial. A proposta, atendendo a uma demanda da cadeia de biocombustíveis, deverá ser analisada pelo CNPE nos próximos 15 dias.

Segundo Silveira, a mudança integra ações voltadas à descarbonização e ao fortalecimento da segurança energética do país, em linha com a Lei Combustível do Futuro. O ministro estimou que o aumento da mistura pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 milhões de litros.

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse o ministro Alexandre Silveira.

Representantes da indústria de biocombustíveis avaliaram positivamente a reunião e defenderam o papel do etanol na redução de preços ao consumidor e na segurança energética. Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), destacou a diferença de preço entre os combustíveis: “Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”.

Gussi acrescentou que, nos últimos três meses, período marcado pelo conflito no Irã, a diferença de preços proporcionou uma economia de aproximadamente R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou gasto de cerca de R$ 8 bilhões com importações de gasolina.

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Sobre a compatibilidade dos motores com a nova composição, representantes do setor afirmaram que há viabilidade técnica e lembraram que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando a adição foi elevada para 30% em junho do ano passado.

Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil, afirmou que as políticas públicas adotadas nos últimos anos deram impulso ao segmento e projetou um incremento superior a 4 bilhões de litros na produção de etanol neste ano. Para ele, a alteração na mistura é uma oportunidade para ampliar a descarbonização da matriz de transporte e oferecer ao consumidor uma alternativa mais barata em várias regiões do país.

O CNPE terá até 15 dias para avaliar a proposta encaminhada pelo ministério e decidir sobre a alteração da mistura do etanol anidro na gasolina.

Com informações de Agência Brasil

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