Investidores aprovaram por unanimidade o resgate antecipado dos títulos emitidos em 2020. A quitação ocorre antes do vencimento previsto para dezembro de 2026.
Os investidores da primeira emissão de debêntures da Granja Faria aprovaram o resgate antecipado dos títulos, uma operação que movimentou R$ 200 milhões quando foi lançada, em 2020. Essa decisão permitirá que a empresa, uma das principais produtoras de ovos do Brasil, antecipe o pagamento da dívida antes do vencimento previsto para dezembro de 2026.
A deliberação ocorreu durante uma assembleia que contou com a participação dos debenturistas, da companhia e do agente fiduciário Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos investidores presentes, que representavam a totalidade das debêntures em circulação da emissão.
Os títulos remuneram os investidores com uma taxa equivalente ao CDI mais 2,48% ao ano. Segundo os termos aprovados, os debenturistas receberão o valor nominal das debêntures, ou o saldo desse valor, acrescido da remuneração proporcional calculada até a data do resgate. Não haverá pagamento de prêmio adicional.
Durante a assembleia, o agente fiduciário informou que o resgate antecipado pode resultar em remuneração menor do que a inicialmente prevista para a operação, uma vez que os investidores deixarão de receber os rendimentos que seriam acumulados até o vencimento original dos títulos.
A emissão foi realizada em dezembro de 2020, com a distribuição de 200 mil debêntures de R$ 1.000 cada. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o Valor Nominal Atual é de R$ 499,982002 por debênture. Em 2025, as exportações de ovos já haviam batido recorde, reforçando a posição da Granja Faria no mercado.
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