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Aneel exclui interligação Brasil-Bolívia de leilão de energia em outubro

Brasil

Aneel exclui interligação Brasil-Bolívia de leilão de energia em outubro

Aneel adia leilão de interligação elétrica entre Brasil e Bolívia, previsto para outubro.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h08
Aneel exclui interligação Brasil-Bolívia de leilão de energia em outubro

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A Aneel aprovou o edital do leilão de transmissão previsto para outubro, mas retirou o projeto de conexão elétrica com a Bolívia. A decisão atende à área técnica, que apontou falta de informações sobre o sistema boliviano.

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A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta segunda-feira (22/06/2026), a minuta do edital para o leilão de transmissão de energia, programado para o dia 30 de outubro. O documento agora será analisado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), conforme exige o modelo de licitação.

No entanto, os diretores da Aneel decidiram retirar do leilão a proposta de um projeto que visa a interligação elétrica entre o Brasil e a Bolívia. Essa decisão foi baseada em uma recomendação da área técnica da agência, que expressou preocupação com a falta de informações sobre o sistema elétrico do lado boliviano, assim como sobre a modelagem da rede do país vizinho.

Os técnicos também levantaram objeções em relação aos prazos para a entrada em operação do projeto, uma vez que o empreendimento depende de outros sublotes que estão previstos para o mesmo leilão. Como resultado, ficou estabelecido que a oferta será adiada para o próximo certame de transmissão. Durante esse período, as autoridades brasileiras deverão alinhar um cronograma com os bolivianos e obter informações adicionais sobre o sistema elétrico da Bolívia.

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“Do conjunto de contribuições recebidas, destaco aquelas relativas ao Sublote 4C, que apontaram incertezas relevantes quanto ao acordo internacional Brasil–Bolívia, à ausência de modelagem do sistema boliviano e à indefinição de cronograma”, afirmou o diretor-relator do processo, Gentil Nogueira, em seu voto.

O leilão de transmissão programado contratará empresas para a construção e gestão de empreendimentos em diversos estados, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. O certame prevê a criação de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão, com um investimento estimado em R$ 8,9 bilhões, visando a expansão e o fortalecimento da rede básica do Sistema Interligado Nacional.

Os prazos para a conclusão dos projetos variam entre 36 e 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão. A disputa será organizada em 9 lotes, sendo que o Lote 4 apresenta a avaliação mais alta, com um investimento estimado em R$ 4,1 bilhões para a construção de linhas de transmissão e subestações nos estados de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

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A Aneel espera que o TCU finalize a análise do edital até o dia 29 de setembro, possibilitando a realização do leilão na B3, em São Paulo, no dia 30 de outubro. As assinaturas dos contratos estão programadas para acontecer em 26 de fevereiro de 2027.

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A Aneel aprovou o edital do leilão de transmissão previsto para outubro, mas retirou o projeto de conexão elétrica com a Bolívia. A decisão atende à área técnica, que apontou falta de informações sobre o sistema boliviano.

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta segunda-feira (22/06/2026), a minuta do edital para o leilão de transmissão de energia, programado para o dia 30 de outubro. O documento agora será analisado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), conforme exige o modelo de licitação.

No entanto, os diretores da Aneel decidiram retirar do leilão a proposta de um projeto que visa a interligação elétrica entre o Brasil e a Bolívia. Essa decisão foi baseada em uma recomendação da área técnica da agência, que expressou preocupação com a falta de informações sobre o sistema elétrico do lado boliviano, assim como sobre a modelagem da rede do país vizinho.

Os técnicos também levantaram objeções em relação aos prazos para a entrada em operação do projeto, uma vez que o empreendimento depende de outros sublotes que estão previstos para o mesmo leilão. Como resultado, ficou estabelecido que a oferta será adiada para o próximo certame de transmissão. Durante esse período, as autoridades brasileiras deverão alinhar um cronograma com os bolivianos e obter informações adicionais sobre o sistema elétrico da Bolívia.

“Do conjunto de contribuições recebidas, destaco aquelas relativas ao Sublote 4C, que apontaram incertezas relevantes quanto ao acordo internacional Brasil–Bolívia, à ausência de modelagem do sistema boliviano e à indefinição de cronograma”, afirmou o diretor-relator do processo, Gentil Nogueira, em seu voto.

O leilão de transmissão programado contratará empresas para a construção e gestão de empreendimentos em diversos estados, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. O certame prevê a criação de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão, com um investimento estimado em R$ 8,9 bilhões, visando a expansão e o fortalecimento da rede básica do Sistema Interligado Nacional.

Os prazos para a conclusão dos projetos variam entre 36 e 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão. A disputa será organizada em 9 lotes, sendo que o Lote 4 apresenta a avaliação mais alta, com um investimento estimado em R$ 4,1 bilhões para a construção de linhas de transmissão e subestações nos estados de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A Aneel espera que o TCU finalize a análise do edital até o dia 29 de setembro, possibilitando a realização do leilão na B3, em São Paulo, no dia 30 de outubro. As assinaturas dos contratos estão programadas para acontecer em 26 de fevereiro de 2027.

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