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Aracaju, Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Helicópteros colidem em área sem controle aéreo no RJ

Brasil

Helicópteros colidem em área sem controle aéreo no RJ

Rota onde helicópteros colidiram no RJ não possui controle de tráfego aéreo.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h47
Helicópteros colidem em área sem controle aéreo no RJ

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Dois helicópteros bateram no Recreio dos Bandeirantes em uma região sem controle de tráfego aéreo. O local concentra aeronaves de vários tipos, elevando o risco de acidentes.

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O espaço aéreo onde dois helicópteros colidiram na manhã do último domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, não possui controle de tráfego aéreo. Contudo, existem rotas definidas na chamada frequência de autocoordenação, o que pode aumentar o risco de conflitos durante a decisão dos pilotos.

A região é uma área de confluência de trajetos de várias aeronaves, incluindo helicópteros, parapentes, saltadores de paraquedas e ultraleves. A Polícia Civil está investigando os planos de voo e as rotas percorridas pelos helicópteros envolvidos no acidente.

“Isso é uma coisa potencialmente perigosa, porque sem informação precisa ou sem restrições feitas por um controlador, essas aeronaves sobem no ritmo e na velocidade, na posição em que elas quiserem”, disse uma fonte ligada à NAV (Serviços de Navegação Aérea), que preferiu não se identificar.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) registrou um aumento significativo no número de acionamentos para ocorrências envolvendo aeronaves neste ano. Dados indicam que foram contabilizados 12 atendimentos em 2026 até o momento, o que representa um aumento de 300% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve apenas três ocorrências.

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Diferente do que ocorre em São Paulo, onde há um controle centralizado para helicópteros, o Rio de Janeiro não possui um sistema semelhante. O Helicontrol é um sistema implementado em São Paulo para o monitoramento de voos de helicópteros e está baseado no Aeroporto de Congonhas. Em 2025, o sistema registrou 39.581 voos na capital paulista.

O acidente ocorreu em uma área não controlada, conforme mostrado em um mapa que ilustra a região. Apenas uma parte do espaço aéreo, indicada em azul, é controlada pela equipe de tráfego aéreo do Aeroporto de Jacarepaguá, que é o local de partida da aeronave que colidiu e transportava o piloto Alexandre Souza, o cantor norte-americano Oliver Tree, os argentinos Lucas Vignale e Gaspar Prim, além do produtor musical Lucas Frota.

As regras gerais de operação devem ser seguidas pelos pilotos, que precisam respeitar as altitudes mínimas e máximas e as condições meteorológicas para voos visuais ou instrumentais.

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A modernização da frota de helicópteros no Brasil, combinada com o aumento das operações em áreas complexas, evidencia a necessidade de aprimorar constantemente os procedimentos de circulação aérea, especialmente em regiões próximas a aeroportos e corredores de grande movimentação.

Procurado para comentar sobre a situação, o governo do Rio de Janeiro não se manifestou. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que a responsabilidade recai sobre a FAB (Força Aérea Brasileira), que por sua vez declarou que a existência do Helicontrol em São Paulo atende a uma demanda específica e que as operações são seguras desde que as regras sejam respeitadas.

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Dois helicópteros bateram no Recreio dos Bandeirantes em uma região sem controle de tráfego aéreo. O local concentra aeronaves de vários tipos, elevando o risco de acidentes.

O espaço aéreo onde dois helicópteros colidiram na manhã do último domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, não possui controle de tráfego aéreo. Contudo, existem rotas definidas na chamada frequência de autocoordenação, o que pode aumentar o risco de conflitos durante a decisão dos pilotos.

A região é uma área de confluência de trajetos de várias aeronaves, incluindo helicópteros, parapentes, saltadores de paraquedas e ultraleves. A Polícia Civil está investigando os planos de voo e as rotas percorridas pelos helicópteros envolvidos no acidente.

“Isso é uma coisa potencialmente perigosa, porque sem informação precisa ou sem restrições feitas por um controlador, essas aeronaves sobem no ritmo e na velocidade, na posição em que elas quiserem”, disse uma fonte ligada à NAV (Serviços de Navegação Aérea), que preferiu não se identificar.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) registrou um aumento significativo no número de acionamentos para ocorrências envolvendo aeronaves neste ano. Dados indicam que foram contabilizados 12 atendimentos em 2026 até o momento, o que representa um aumento de 300% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve apenas três ocorrências.

Diferente do que ocorre em São Paulo, onde há um controle centralizado para helicópteros, o Rio de Janeiro não possui um sistema semelhante. O Helicontrol é um sistema implementado em São Paulo para o monitoramento de voos de helicópteros e está baseado no Aeroporto de Congonhas. Em 2025, o sistema registrou 39.581 voos na capital paulista.

O acidente ocorreu em uma área não controlada, conforme mostrado em um mapa que ilustra a região. Apenas uma parte do espaço aéreo, indicada em azul, é controlada pela equipe de tráfego aéreo do Aeroporto de Jacarepaguá, que é o local de partida da aeronave que colidiu e transportava o piloto Alexandre Souza, o cantor norte-americano Oliver Tree, os argentinos Lucas Vignale e Gaspar Prim, além do produtor musical Lucas Frota.

As regras gerais de operação devem ser seguidas pelos pilotos, que precisam respeitar as altitudes mínimas e máximas e as condições meteorológicas para voos visuais ou instrumentais.

A modernização da frota de helicópteros no Brasil, combinada com o aumento das operações em áreas complexas, evidencia a necessidade de aprimorar constantemente os procedimentos de circulação aérea, especialmente em regiões próximas a aeroportos e corredores de grande movimentação.

Procurado para comentar sobre a situação, o governo do Rio de Janeiro não se manifestou. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que a responsabilidade recai sobre a FAB (Força Aérea Brasileira), que por sua vez declarou que a existência do Helicontrol em São Paulo atende a uma demanda específica e que as operações são seguras desde que as regras sejam respeitadas.

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