Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Notícias

IBGE aponta: 35% dos empreendedores tinham CNPJ em 2025

Em 2025, 35% dos empreendedores no Brasil tinham CNPJ (10,7 milhões). Entre empregadores, 81,1% eram formalizados; entre conta própria, 27,1%.

25/09/2026 · 11h29 · Atualizado às 17h12
IBGE aponta: 35% dos empreendedores tinham CNPJ em 2025

Em 2025, 10,7 milhões de empreendedores (35%) possuíam CNPJ, percentual recorde segundo o IBGE. Do total de 30,6 milhões de empreendedores, cerca de 20 milhões (65%) atuavam sem registro.

De cada 100 empreendedores no Brasil em 2025, 35 tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), totalizando 10,7 milhões de pessoas nessa condição. O número representa a maior proporção desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Publicidade

No ano passado, o país registrou 103 milhões de pessoas ocupadas, das quais 30,6 milhões eram consideradas empreendedoras — conjunto que inclui empregadores e trabalhadores por conta própria. Quase 20 milhões desses empreendedores (65%) não tinham CNPJ.

Evolução histórica

  • 2012: 24%
  • 2013: 25,7%
  • 2014: 27%
  • 2015: 28,3%
  • 2016: 28,9%
  • 2017: 28,1%
  • 2018: 29%
  • 2019: 29,3%
  • 2022: 34,1%
  • 2023: 33%
  • 2024: 33,6%
  • 2025: 35%

O registro no CNPJ pode trazer vantagens ao trabalhador, como emissão de notas fiscais, acesso a crédito e serviços bancários empresariais, possibilidade de contratar funcionários formais e benefícios previdenciários. Para a economia, a formalização também significa maior arrecadação tributária.

Empregadores e conta própria

O IBGE classifica os empreendedores em empregadores e trabalhadores por conta própria. Para o instituto, conta própria é a pessoa que explora o próprio empreendimento; empregador é quem explora o próprio empreendimento com pelo menos um empregado.

Entre os empregadores, 81,1% tinham CNPJ em 2025. Desde 2019, esse nível se mantém em patamar igual ou superior a 80%, comportamento que o IBGE descreve como “estável em patamar elevado”. No grupo dos trabalhadores por conta própria, 27,1% tinham CNPJ — o maior índice de toda a série histórica (em 2012 eram 15%).

“O trabalho por conta própria, na grande parcela dele, é realizado por pessoas com um nível de instrução mais baixo”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

“A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução. Quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

O avanço do registro entre os conta própria com maior escolaridade é associado a programas de desburocratização e redução de custos, como o Microempreendedor Individual (MEI).

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“É um programa que facilita o registro, facilita para a pessoa ter a sua empresa legalizada, registrada, que possa abrir uma conta no banco, realizar operações, receber formalmente via Pix ou boleto”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

Classificação por escolaridade

Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal. Aqueles com ensino médio completo e superior incompleto registraram 29,7%, acima da média geral (27,1%). Já os conta própria com ensino fundamental completo e médio incompleto tinham 18,6%, e os sem instrução ou com fundamental incompleto, 11%.

Publicidade

Atividades

  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 36,7%
  • Serviços: 33,5%
  • Indústria geral: 22,8%
  • Construção: 14,8%
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 6,5%

O levantamento também mostra tendência de redução, de 2012 para 2025, na proporção de trabalhadores por conta própria e empregadores associados a cooperativas: de 6,3% no início da série para 4,7% em 2025.

Sindicalização

A pesquisa identificou estabilidade no patamar de trabalhadores sindicalizados em 2025, após tendência de queda até 2023. Em 2012, 16,1% dos ocupados tinham relação com sindicatos; até 2023 a taxa recuou para 8,4%. Houve ligeiro aumento em 2024 (8,9%) e 8,8% em 2025, considerado uma variação dentro da estabilidade. Em números absolutos, eram 9,1 milhões de pessoas no ano passado.

O ano de 2017 marca o início de um recuo mais acentuado na parcela de trabalhadores sindicalizados, e uma das explicações apontadas é a reforma trabalhista aprovada naquele ano, que acabou com a contribuição sindical obrigatória. O analista também levantou a hipótese de insatisfação dos trabalhadores com os serviços oferecidos pelos sindicatos:

“Quando um serviço não é adequado ao que a pessoa deseja, ela não vai mais se submeter, não vai querer mais aquele tipo de serviço, uma vez que não lhe atende”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

Os dados constam em edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a 2025, divulgada nesta quarta-feira, 23/09/2026.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Em 2025, 10,7 milhões de empreendedores (35%) possuíam CNPJ, percentual recorde segundo o IBGE. Do total de 30,6 milhões de empreendedores, cerca de 20 milhões (65%) atuavam sem registro.

De cada 100 empreendedores no Brasil em 2025, 35 tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), totalizando 10,7 milhões de pessoas nessa condição. O número representa a maior proporção desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, o país registrou 103 milhões de pessoas ocupadas, das quais 30,6 milhões eram consideradas empreendedoras — conjunto que inclui empregadores e trabalhadores por conta própria. Quase 20 milhões desses empreendedores (65%) não tinham CNPJ.

Evolução histórica

  • 2012: 24%
  • 2013: 25,7%
  • 2014: 27%
  • 2015: 28,3%
  • 2016: 28,9%
  • 2017: 28,1%
  • 2018: 29%
  • 2019: 29,3%
  • 2022: 34,1%
  • 2023: 33%
  • 2024: 33,6%
  • 2025: 35%

O registro no CNPJ pode trazer vantagens ao trabalhador, como emissão de notas fiscais, acesso a crédito e serviços bancários empresariais, possibilidade de contratar funcionários formais e benefícios previdenciários. Para a economia, a formalização também significa maior arrecadação tributária.

Empregadores e conta própria

O IBGE classifica os empreendedores em empregadores e trabalhadores por conta própria. Para o instituto, conta própria é a pessoa que explora o próprio empreendimento; empregador é quem explora o próprio empreendimento com pelo menos um empregado.

Entre os empregadores, 81,1% tinham CNPJ em 2025. Desde 2019, esse nível se mantém em patamar igual ou superior a 80%, comportamento que o IBGE descreve como “estável em patamar elevado”. No grupo dos trabalhadores por conta própria, 27,1% tinham CNPJ — o maior índice de toda a série histórica (em 2012 eram 15%).

“O trabalho por conta própria, na grande parcela dele, é realizado por pessoas com um nível de instrução mais baixo”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

“A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução. Quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

O avanço do registro entre os conta própria com maior escolaridade é associado a programas de desburocratização e redução de custos, como o Microempreendedor Individual (MEI).

“É um programa que facilita o registro, facilita para a pessoa ter a sua empresa legalizada, registrada, que possa abrir uma conta no banco, realizar operações, receber formalmente via Pix ou boleto”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

Classificação por escolaridade

Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal. Aqueles com ensino médio completo e superior incompleto registraram 29,7%, acima da média geral (27,1%). Já os conta própria com ensino fundamental completo e médio incompleto tinham 18,6%, e os sem instrução ou com fundamental incompleto, 11%.

Atividades

  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 36,7%
  • Serviços: 33,5%
  • Indústria geral: 22,8%
  • Construção: 14,8%
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 6,5%

O levantamento também mostra tendência de redução, de 2012 para 2025, na proporção de trabalhadores por conta própria e empregadores associados a cooperativas: de 6,3% no início da série para 4,7% em 2025.

Sindicalização

A pesquisa identificou estabilidade no patamar de trabalhadores sindicalizados em 2025, após tendência de queda até 2023. Em 2012, 16,1% dos ocupados tinham relação com sindicatos; até 2023 a taxa recuou para 8,4%. Houve ligeiro aumento em 2024 (8,9%) e 8,8% em 2025, considerado uma variação dentro da estabilidade. Em números absolutos, eram 9,1 milhões de pessoas no ano passado.

O ano de 2017 marca o início de um recuo mais acentuado na parcela de trabalhadores sindicalizados, e uma das explicações apontadas é a reforma trabalhista aprovada naquele ano, que acabou com a contribuição sindical obrigatória. O analista também levantou a hipótese de insatisfação dos trabalhadores com os serviços oferecidos pelos sindicatos:

“Quando um serviço não é adequado ao que a pessoa deseja, ela não vai mais se submeter, não vai querer mais aquele tipo de serviço, uma vez que não lhe atende”

— William Kratochwill, analista da pesquisa.

Os dados constam em edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a 2025, divulgada nesta quarta-feira, 23/09/2026.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA