De acordo com a PM, o invasor pulou o muro do imóvel e tentou agredir o proprietário; idoso utilizou um revólver que possuía há três décadas para legítima defesa e acionou o Samu.
Um homem suspeito de invadir a residência de um casal de idosos morreu após ser baleado na noite da última terça-feira, 7 de julho, no bairro Atalaia, na Zona Sul de Aracaju. A ocorrência de violação de domicílio seguida de morte foi confirmada oficialmente pela Polícia Militar de Sergipe (PMSE).
Segundo o relatório da corporação, o indivíduo pulou o muro protetor do imóvel e conseguiu acessar o interior da casa onde os idosos residem. Ao notar a presença do intruso, o proprietário do imóvel confrontou o homem e comunicou que as forças de segurança pública já haviam sido acionadas via telefone. Diante do aviso, o invasor partiu para cima do idoso e tentou agredi-lo fisicamente.
Disparo de advertência e pedido de socorro
Para salvaguardar sua integridade física e a de sua esposa, o idoso sacou um revólver e efetuou um disparo contra o agressor. Imediatamente após alvejar o suspeito, o próprio morador ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para que o socorro médico fosse prestado. Contudo, os paramédicos constataram que o homem não resistiu à gravidade do ferimento e evoluiu a óbito ainda no local.
Peritos do Instituto de Criminalística e equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para recolher o corpo e realizar os procedimentos periciais na cena do crime, coletando vestígios que ajudem a reconstituir a dinâmica exata dos fatos.
Posse de arma há 30 anos
Durante o depoimento inicial colhido pelos policiais militares, o idoso relatou que guardava a arma de fogo em sua residência há cerca de 30 anos e reforçou que só efetuou o disparo por se sentir encurralado e em extrema situação de risco de morte.
O revólver e cinco munições que estavam guardados na casa foram devidamente apreendidos pelos policiais civis e militares para a realização de exames balísticos. O caso foi registrado e será conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, que investigará o caso sob o manto da excludente de ilicitude por legítima defesa.
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