Pelo Diário Oficial, órgão oficializa decisões públicas e preserva a memória política e cultural do estado
A Imprensa Oficial de Sergipe (IOSE) celebra, neste domingo, 24, 130 anos de existência — marco que antecede a data em que, em 1º de setembro de 1895, foi registrada a primeira circulação do Diário Oficial do Estado. Ao longo de mais de um século, a instituição e sua publicação oficial assumiram papel central na publicidade dos atos do Executivo estadual e na guarda da memória documental de Sergipe.
Para o governador Fábio Mitidieri, o Diário Oficial é instrumento de transparência e também de preservação histórica. Segundo ele, o veículo “leva os atos do governo à toda a população” e reúne Leis, Atos e Decretos que compõem a trajetória do Estado e que precisam ser valorizados como patrimônio documental.
Francisco Gualberto, diretor-presidente da IOSE, destaca a função arquivística e jurídica da instituição: além de preservar a história de Sergipe, o Diário Oficial confere fé pública a leis, decretos e decisões governamentais — etapa necessária para que esses atos ganhem validade formal. Ele ressalta ainda a importância de manter parâmetros históricos para comparar passado, presente e projetar o futuro.
Nos últimos anos, a Imprensa Oficial passou por processos de modernização tecnológica para garantir segurança e acessibilidade na publicação do DO. Segundo a direção, houve renovação dos equipamentos e contratação de software moderno — com backup — para assegurar a qualidade e continuidade das edições oficiais. Desde 2023 o Diário Oficial também passou a veicular, nas primeiras páginas, os principais conteúdos jornalísticos produzidos pela Comunicação do Estado, aproximando as ações do governo do cidadão.
Além da publicação diária, a IOSE mantém a Editora Diário Oficial de Sergipe (Edise) e oferece serviços de certificação digital e assinatura eletrônica, amplamente utilizados por profissionais da iniciativa pública e privada. A Edise, criada em 2009, tem como missão valorizar a produção local — publicando autores sergipanos e revistas culturais, como a Caçuá, e historicamente a Cumbuca — reforçando o papel cultural da instituição.
A trajetória da Imprensa Oficial remonta à Lei nº 106, de 5 de dezembro de 1894, sancionada pelo então presidente do Estado Manoel Prisciliano de Oliveira Valladão, que garantiu a aquisição de tipografia para a impressão do Diário Oficial — cuja circulação efetiva começou em 1º de setembro de 1895. Historiadores apontam que a criação do órgão se deu num momento de institucionalização do regime republicano, quando modernizar meios de comunicação estatal era visto como parte do processo de desenvolvimento e organização administrativa.
Pesquisadores observam que, desde sua criação, o Diário Oficial foi veículo de informação sobre economia, agricultura e administração pública, além de veicular notícias de outras regiões do país — função que contribuiu para consolidar o regime republicano em Sergipe e profissionalizar a comunicação oficial.

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