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Saúde

Jay Weinberg procura terapia após ser desligado do Slipknot

Jay Weinberg contou que a terapia, iniciada após sua saída do Slipknot em 2023, foi essencial para organizar emoções e voltar a trabalhar em novos projetos.

14/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h07
Jay Weinberg procura terapia após ser desligado do Slipknot

Em entrevista à ONG HeartSupport, o baterista disse que a terapia o ajudou a enfrentar o choque e o 'coração partido' após a demissão, depois de dez anos na banda. Ele afirmou que o acompanhamento profissional foi essencial.

O baterista Jay Weinberg falou sobre o processo de terapia que iniciou após sua saída do Slipknot, em 2023, em entrevista à organização sem fins lucrativos HeartSupport, voltada à saúde mental no universo da música. Weinberg afirmou que o acompanhamento profissional o ajudou a lidar com as consequências emocionais da demissão, ocorrida após dez anos na banda.

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Na época da saída, a banda justificou a mudança como uma “decisão criativa” para seguir em outra direção. Weinberg disse posteriormente que ficou “de coração partido e pego de surpresa” com a decisão e que, neste ano, a demissão continuou sendo algo difícil de compreender.

Em conversa com Bryce Maopolski, gerente de desenvolvimento da HeartSupport, o músico descreveu o período seguinte como um emaranhado emocional que precisou ser desfeito com a ajuda de profissionais de saúde mental.

“Eu meio que me vi como uma bola emaranhada de arame farpado enferrujado, foi realmente assim que me senti emocionalmente”.

Weinberg explicou que precisou buscar orientação especializada para começar a organizar os pensamentos e enfrentar o impacto da situação. Ele comentou que já havia passado por terapia anteriormente, quando morava em Nova Jersey e Nova York, no início dos 20 anos, mas que o momento após a saída do Slipknot exigiu nova busca por apoio.

“Isso exigiu que eu procurasse terapia, procurasse um terapeuta aqui onde moro, no Tennessee, e isso também levou tempo”.

O baterista relatou que experiências passadas com terapia não haviam sido ideais, mas que a familiaridade com o processo ajudou na procura por um novo profissional. Com a indicação de um amigo, ele encontrou um terapeuta com quem conseguiu estabelecer uma relação positiva.

“Finalmente pareceu que uma porta estava se abrindo, como uma porta que eu tinha tentado abrir com várias chaves e simplesmente não conseguia”.

Weinberg afirmou que mantém sessões semanais e que o acompanhamento tem sido importante para ordenar pensamentos e processar acontecimentos difíceis.

“Quando a vida não faz sentido, quando é difícil processá-la, você sente que é você quem está ficando louco. E é um processo contínuo”.

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O músico também falou sobre aceitar não ter todas as respostas e sobre a importância de recorrer a pessoas de confiança em momentos complicados.

“Estou bem com o fato de não ser a pessoa que naturalmente tem todas as respostas e, às vezes, preciso recorrer à minha comunidade, a alguém em quem confio, para me ajudar a atravessar um momento difícil”.

Weinberg relacionou ainda o período a uma cirurgia realizada poucas semanas depois da sua saída do Slipknot, ressaltando que a combinação entre impactos físicos e emocionais tornou aquele momento especialmente difícil.

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“É uma batalha mental e física a cada momento de cada dia apenas para me sentir uma pessoa normal”.

O baterista destacou que a terapia não é algo com fim certo: é parte de uma prática contínua de cuidado da saúde mental.

“Não é como se eu estivesse consertado e tudo estivesse bem… Isso faz parte de ser uma pessoa saudável. Isso faz parte da jornada”.

Desde a saída do Slipknot, Weinberg passou a trabalhar em outros projetos: entrou para o Suicidal Tendencies, gravou com o Fuming Mouth, colaborou com o grupo canadense Softcult na música “Drown Fountain”, criou a banda Portraits of an Apparition e começou a desenvolver material solo. O músico também comentou que, após um período em que não tinha “capacidade legal” para trabalhar com outros artistas, passou a ter liberdade para novos trabalhos.

Enquanto isso, o Slipknot lançou recentemente a faixa “Arsenal”, primeiro lançamento inédito em três anos, e o primeiro desde a saída do DJ e tecladista Sid Wilson e a entrada do baterista brasileiro Eloy Casagrande. A música provocou reações variadas entre fãs, especialmente pela presença marcante de scratches de toca-discos, e o guitarrista Jim Root afirmou que a faixa não representa o direcionamento do próximo álbum da banda. O novo disco será o primeiro desde “The End, So Far” (2022). A banda trabalha com o produtor Matt Wallace e já declarou ter “muito material” para o próximo trabalho.

A notícia foi publicada em 14/09/2026.

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Em entrevista à ONG HeartSupport, o baterista disse que a terapia o ajudou a enfrentar o choque e o 'coração partido' após a demissão, depois de dez anos na banda. Ele afirmou que o acompanhamento profissional foi essencial.

O baterista Jay Weinberg falou sobre o processo de terapia que iniciou após sua saída do Slipknot, em 2023, em entrevista à organização sem fins lucrativos HeartSupport, voltada à saúde mental no universo da música. Weinberg afirmou que o acompanhamento profissional o ajudou a lidar com as consequências emocionais da demissão, ocorrida após dez anos na banda.

Na época da saída, a banda justificou a mudança como uma “decisão criativa” para seguir em outra direção. Weinberg disse posteriormente que ficou “de coração partido e pego de surpresa” com a decisão e que, neste ano, a demissão continuou sendo algo difícil de compreender.

Em conversa com Bryce Maopolski, gerente de desenvolvimento da HeartSupport, o músico descreveu o período seguinte como um emaranhado emocional que precisou ser desfeito com a ajuda de profissionais de saúde mental.

“Eu meio que me vi como uma bola emaranhada de arame farpado enferrujado, foi realmente assim que me senti emocionalmente”.

Weinberg explicou que precisou buscar orientação especializada para começar a organizar os pensamentos e enfrentar o impacto da situação. Ele comentou que já havia passado por terapia anteriormente, quando morava em Nova Jersey e Nova York, no início dos 20 anos, mas que o momento após a saída do Slipknot exigiu nova busca por apoio.

“Isso exigiu que eu procurasse terapia, procurasse um terapeuta aqui onde moro, no Tennessee, e isso também levou tempo”.

O baterista relatou que experiências passadas com terapia não haviam sido ideais, mas que a familiaridade com o processo ajudou na procura por um novo profissional. Com a indicação de um amigo, ele encontrou um terapeuta com quem conseguiu estabelecer uma relação positiva.

“Finalmente pareceu que uma porta estava se abrindo, como uma porta que eu tinha tentado abrir com várias chaves e simplesmente não conseguia”.

Weinberg afirmou que mantém sessões semanais e que o acompanhamento tem sido importante para ordenar pensamentos e processar acontecimentos difíceis.

“Quando a vida não faz sentido, quando é difícil processá-la, você sente que é você quem está ficando louco. E é um processo contínuo”.

O músico também falou sobre aceitar não ter todas as respostas e sobre a importância de recorrer a pessoas de confiança em momentos complicados.

“Estou bem com o fato de não ser a pessoa que naturalmente tem todas as respostas e, às vezes, preciso recorrer à minha comunidade, a alguém em quem confio, para me ajudar a atravessar um momento difícil”.

Weinberg relacionou ainda o período a uma cirurgia realizada poucas semanas depois da sua saída do Slipknot, ressaltando que a combinação entre impactos físicos e emocionais tornou aquele momento especialmente difícil.

“É uma batalha mental e física a cada momento de cada dia apenas para me sentir uma pessoa normal”.

O baterista destacou que a terapia não é algo com fim certo: é parte de uma prática contínua de cuidado da saúde mental.

“Não é como se eu estivesse consertado e tudo estivesse bem… Isso faz parte de ser uma pessoa saudável. Isso faz parte da jornada”.

Desde a saída do Slipknot, Weinberg passou a trabalhar em outros projetos: entrou para o Suicidal Tendencies, gravou com o Fuming Mouth, colaborou com o grupo canadense Softcult na música “Drown Fountain”, criou a banda Portraits of an Apparition e começou a desenvolver material solo. O músico também comentou que, após um período em que não tinha “capacidade legal” para trabalhar com outros artistas, passou a ter liberdade para novos trabalhos.

Enquanto isso, o Slipknot lançou recentemente a faixa “Arsenal”, primeiro lançamento inédito em três anos, e o primeiro desde a saída do DJ e tecladista Sid Wilson e a entrada do baterista brasileiro Eloy Casagrande. A música provocou reações variadas entre fãs, especialmente pela presença marcante de scratches de toca-discos, e o guitarrista Jim Root afirmou que a faixa não representa o direcionamento do próximo álbum da banda. O novo disco será o primeiro desde “The End, So Far” (2022). A banda trabalha com o produtor Matt Wallace e já declarou ter “muito material” para o próximo trabalho.

A notícia foi publicada em 14/09/2026.

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