Em sabatina no SE2, Ricardo Marques apresentou medidas para agilizar o atendimento hospitalar e propor um teto para a arrecadação estadual. Ele também anunciou ações para água e tecnologia na saúde.
O candidato ao governo de Sergipe Ricardo Marques (PL) afirmou, nesta segunda-feira (14), durante entrevista ao programa SE2, que pretende reduzir filas em hospitais e criar um teto para a arrecadação tributária estadual, além de outras propostas para áreas como água e tecnologia na saúde.
A entrevista marcou o início de uma série de sabatinas ao vivo com os postulantes ao Governo de Sergipe. Cada candidato terá 10 minutos para expor propostas e responder perguntas sobre os principais temas do estado. As entrevistas foram conduzidas pelo jornalista Lyderwan Santos.
Questionado sobre a credibilidade de sua candidatura diante de declarações da direção do partido, Ricardo disse estar tranquilo e destacou a confiança do eleitorado como fator central.
“O povo de Sergipe confia em mim, independentemente do que a presidência do partido, do que o partido tenha falado, o que importa é o desejo latente que Ricardo Marques tem de melhorar o nosso estado, que trabalhar pelo nosso estado. E existem muitas coisas que a gente precisa fazer na saúde, na educação, no respeito aos professores, na oportunidade de emprego para os nossos jovens. É isso que importa”.
Sobre polêmica interna envolvendo a distribuição de recursos partidários, ele afirmou que entrou na política para mudar a realidade das pessoas e que a disputa por fundo eleitoral não é seu objetivo principal.
“Não entrei na política atrás de fundo eleitoral. Eu entrei na política para mudar a realidade do nosso povo […] O fundo eleitoral é importante, é importante, mas isso não é um empecilho pra quem quer trabalhar por Sergipe”.
Ricardo também apontou problemas estruturais que, segundo ele, exigem atenção do próximo governo, citando a falta de água em bairros de Aracaju e em cidades como Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, além das filas para cirurgias e consultas com especialistas.
Sobre conflitos com aliados políticos, incluindo o rompimento com a prefeita da capital, o candidato ressaltou que divergências são naturais e enfatizou que sua atuação pretende priorizar a população em geral e não interesses de grupos específicos.
“Divergências políticas sempre vão ocorrer, seja aqui em Sergipe, seja no Brasil. Uma coisa é certa: Ricardo Marques não é um candidato de fazer acordos. Eu entrei na política para trabalhar […] Não foi pra trabalhar para interesses para o grupo A ou para interesse para o grupo B, foi o interesse de dona Maria, de seu João, de dona Joana, das pessoas que mais precisam”.
No plano de governo, ele citou proposta que prevê a não cobrança de conta de água enquanto não houver prestação de serviço adequada e disse que pretende revisar o contrato entre o Estado e a concessionária.
“Se você não tem uma prestação de serviço digna na sua casa, você não pode pagar por aquilo […] Eu já fui no Ministério Público várias vezes, existem decisões da Justiça para alguns bairros de Aracaju, inclusive onde foi colocado lá que aqueles bairros só deveriam pagar a conta de água quando efetivamente tivesse o serviço de qualidade”.
Na área da saúde, Ricardo defendeu o uso de teleatendimento e Tele-UTI como ferramentas para ampliar o atendimento e reduzir filas. Ele afirmou que tecnologia e profissionais podem ajudar a superar o déficit de leitos de UTI em Sergipe.
“Veja, hoje em dia, com a tecnologia, isso já tem sido feito em vários países, inclusive aqui no Brasil. A tecnologia chegou para ajudar a população efetivamente, cada um de nós. Inclusive na parte da saúde várias cirurgias já estão sendo feitas e realizadas — cirurgias de coração, cirurgias bem delicadas — através da tecnologia, através da distância.”
“Há mais ou menos 10, 15 anos […] Sergipe tinha déficit de leitos de UTI. Nós estamos em 2026 e ainda temos déficit de UTI. Eu acredito que, com a ajuda da tecnologia e claro também com a ajuda de profissionais […] poderemos avançar ainda mais e reduzir leitos, reduzir filas de muita gente que está esperando, às vezes esquecida em um corredor de hospital”.
Sobre o teto para arrecadação tributária e eventual devolução de excesso por redução de impostos, ele disse que uma equipe técnica será formada para definir os cálculos e que não pretende renunciar à receita, mas sim gastar melhor os recursos do Estado.
“Nós iremos formar uma equipe técnica para fazer isso. Veja, a gente não vai renunciar à receita de jeito nenhum. Nós queremos um governo que não gaste mais, mas que gaste melhor e que esse investimento, esse gasto, chegue efetivamente na casa da população sergipana […] Gastar melhor aquilo que o estado arrecada”.
Sobre a organização da estrutura administrativa, o candidato afirmou que a proposta não é exatamente reduzir secretarias, mas unir algumas para criar prioridades e reduzir gastos.
Nas considerações finais, Ricardo reiterou a necessidade de mais empregos, melhorias na saúde, respeito aos professores, cuidados com a água e proteção ao consumidor.
Próximas entrevistas
- 15/09: Valmir de Francisquinho (Republicanos)
- 16/09: Fábio (PSD)
- 17/09: Dr. Helton (PSOL)
- 18/09: Emanuel Cacho (PSDB)
- 19/09: Taty Cristina de Jesus (Democracia Cristã)

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