O julgamento dos três policiais militares acusados de matar o delator Vinícius Gritzbach começa nesta segunda em Guarulhos. Fórum tem esquema especial de segurança e sessões suspensas durante os cinco dias previstos de julgamento.
Hoje, 22 de junho de 2026, inicia-se no Fórum Criminal de Guarulhos o julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento no assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. A sessão ocorrerá sob rígido esquema de segurança, com a seleção dos sete jurados que comporão o júri popular. A expectativa é que o processo judicial dure cerca de cinco dias.
Enquanto o julgamento estiver em andamento, as demais audiências no Fórum de Guarulhos estarão suspensas, e uma área de segurança foi estabelecida ao redor do local, com bloqueios de ruas. O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que também presidirá o julgamento, já atuou em casos de grande repercussão, como o Massacre do Carandiru.
Os policiais que serão julgados são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos detidos. Eles enfrentam acusações não apenas pela execução de Gritzbach, que ocorreu em 8 de novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas também pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que foi atingido durante a ação, além de ferimentos em duas outras pessoas por estilhaços dos disparos.
Antes de entrar no fórum, a mãe de Celso Novais, Aparecida Camilo, de 65 anos, expressou sua expectativa por justiça:
“Espero justiça. Justiça. O meu filho estava trabalhando, né? Era um filho maravilhoso, um bom pai, um bom marido e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente.”
Os advogados de defesa dos réus alegaram, em coletiva à imprensa antes do início do júri, que seus clientes são inocentes e que não estavam presentes no local do crime. Cláudio Dalledone, advogado de um dos réus, afirmou:
Ele acrescentou que apresentarão provas de que a acusação é uma manipulação da Polícia Civil. Mauro Ribeiro, defensor de Genauro, também declarou que demonstrará que todos os réus não estavam em Guarulhos no dia do crime e que a acusação foi criada para encobrir os verdadeiros mandantes.“Hoje nós vamos desmascarar essa opinião publicada que perdurou.”
O advogado Renan Canto, que representa os três policiais, comparou a situação a outros casos notórios, afirmando que os réus foram vítimas de uma acusação manipulada. Segundo ele, os policiais não têm antecedentes criminais e nunca haviam sido processados anteriormente.
O júri popular, um órgão da Justiça brasileira, é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida e conta com a participação de sete jurados, que decidirão se os réus são culpados ou inocentes. Durante o julgamento, deverão ser ouvidas 21 testemunhas, além dos réus, e por fim, ocorrerão os debates entre a defesa e a acusação, representada pelo Ministério Público.
A investigação da Polícia Civil sobre o assassinato de Gritzbach, concluída em março do ano passado, resultou no indiciamento de seis pessoas. O crime, segundo a polícia, foi motivado por vingança, em resposta a ações de Gritzbach que teriam atingido aliados de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

