O Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) avançou para uma nova fase com a entrega de propostas à Petrobras para a contratação de plataformas do tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência) que vão operar na costa de Sergipe.
Três empresas se apresentaram na disputa e a melhor oferta foi feita pela holandesa SBM, no valor de US$ 3,65 bilhões. Caso seja confirmada como vencedora, a companhia ficará responsável por construir e operar a unidade.
O governo de Sergipe acompanha de perto o processo. O governador Fábio Mitidieri participou de diversas reuniões com representantes da SBM para discutir o andamento do Seap.
A licitação segue o modelo BOT (build, operate and transfer), em que a Petrobras reassume as plataformas após a construção e o período inicial de operação. O primeiro óleo do Seap está previsto para 2030, segundo o Plano Estratégico da estatal.
Dois módulos e capacidade de 120 mil barris por dia
Localizado na Bacia Sergipe-Alagoas, o projeto é dividido em dois módulos. O Seap 1 contempla as jazidas dos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta. Já o Seap 2 abrange os campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste.
Cada FPSO terá capacidade para processar 120 mil barris de petróleo por dia e até 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. O gás será exportado já especificado, dispensando tratamento em terra. O empreendimento inclui ainda a construção de um gasoduto com vazão prevista de 18 milhões de metros cúbicos por dia.
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