Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Rendimento de trabalhadores por aplicativo supera média, mas jornada é mais longa, aponta IBGE

Trabalhadores que utilizam aplicativos como principal forma de intermediação de serviços receberam, em média, R$ 2.996 por mês em 2024, valor 4,2% superior ao dos demais ocupados (R$ 2.875). Os dados integram módulo especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística […]

17/10/2025 · 12h05
Rendimento de trabalhadores por aplicativo supera média, mas jornada é mais longa, aponta IBGE

Trabalhadores que utilizam aplicativos como principal forma de intermediação de serviços receberam, em média, R$ 2.996 por mês em 2024, valor 4,2% superior ao dos demais ocupados (R$ 2.875). Os dados integram módulo especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais horas trabalhadas e remuneração por hora menor

Apesar do rendimento mensal maior, os chamados “plataformizados” cumpriram jornada média de 44,8 horas semanais, contra 39,3 horas dos não plataformizados. Com isso, o ganho por hora foi de R$ 15,4, 8,3% inferior aos R$ 16,8 recebidos por quem não depende de aplicativos.

Publicidade

A vantagem salarial dos plataformizados diminuiu em relação a 2022, quando a diferença positiva chegava a 9,4%.

Quem são os trabalhadores pesquisados

O levantamento, em sua segunda edição, considerou pessoas de 14 anos ou mais que atuam via:

  • aplicativos de táxi;
  • transporte individual de passageiros (Uber, 99);
  • entrega de comida e produtos (iFood, Rappi);
  • plataformas de serviços gerais e profissionais, incluindo telemedicina.

Em 2024, o país tinha 1,7 milhão de trabalhadores por aplicativo.

Escolaridade pesa no rendimento

Para ocupados com até o ensino médio incompleto, a renda dos plataformizados superou a média nacional em 50%. Já entre trabalhadores com nível superior, o cenário se inverteu: quem atuava por app recebeu R$ 4.263 mensais, 29,8% abaixo dos R$ 6.072 dos colegas fora das plataformas.

Informalidade e proteção social

A pesquisa mostrou que 71,7% dos plataformizados estavam na informalidade, ante 43,8% dos demais ocupados. Apenas 35,9% contribuíam para a Previdência Social, enquanto a taxa chegava a 61,9% entre os não plataformizados.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Motoristas

O país registrou 1,9 milhão de motoristas em 2024, dos quais 824 mil (43,8%) trabalhavam por aplicativo. O grupo recebeu, em média, R$ 2.766 — R$ 341 a mais que os motoristas tradicionais (R$ 2.425) — e dirigiu 45,9 horas por semana, cinco horas a mais que os demais. A remuneração por hora ficou praticamente igual: R$ 13,9 para plataformizados e R$ 13,7 para não plataformizados. Entre motoristas formais, o valor atingiu R$ 14,7.

A informalidade alcançou 83,6% dos motoristas de app, contra 54,8% dos demais. Apenas 25,7% contribuíam para a Previdência, ante 56,2% entre os motoristas não plataformizados.

Motociclistas

Entre os 1,1 milhão de motociclistas ocupados, 351 mil (33,5%) eram plataformizados — participação que saltou de 21,9% em 2022. Esse grupo ganhou R$ 2.119 mensais, 28,2% a mais que os colegas fora dos apps (R$ 1.653), e trabalhou 45,2 horas semanais, 3,9 horas acima da média dos demais. O valor da hora ficou em R$ 10,8, superior ao dos não plataformizados (R$ 9,2) e ao dos formais (R$ 10,6).

Publicidade

A informalidade atingiu 84,3% dos motociclistas por aplicativo; entre os demais, 69,3%. Só 21,6% contribuíam para a Previdência, enquanto 36,3% dos não plataformizados possuíam cobertura.

Debate sobre vínculo trabalhista

Representantes de motoristas e entregadores defendem o reconhecimento de vínculo empregatício, tese contestada pelas plataformas digitais. O tema aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal, que deve retomar a discussão no início de novembro. Parecer da Procuradoria-Geral da República recomenda que o STF não reconheça o vínculo.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Trabalhadores que utilizam aplicativos como principal forma de intermediação de serviços receberam, em média, R$ 2.996 por mês em 2024, valor 4,2% superior ao dos demais ocupados (R$ 2.875). Os dados integram módulo especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais horas trabalhadas e remuneração por hora menor

Apesar do rendimento mensal maior, os chamados “plataformizados” cumpriram jornada média de 44,8 horas semanais, contra 39,3 horas dos não plataformizados. Com isso, o ganho por hora foi de R$ 15,4, 8,3% inferior aos R$ 16,8 recebidos por quem não depende de aplicativos.

A vantagem salarial dos plataformizados diminuiu em relação a 2022, quando a diferença positiva chegava a 9,4%.

Quem são os trabalhadores pesquisados

O levantamento, em sua segunda edição, considerou pessoas de 14 anos ou mais que atuam via:

  • aplicativos de táxi;
  • transporte individual de passageiros (Uber, 99);
  • entrega de comida e produtos (iFood, Rappi);
  • plataformas de serviços gerais e profissionais, incluindo telemedicina.

Em 2024, o país tinha 1,7 milhão de trabalhadores por aplicativo.

Escolaridade pesa no rendimento

Para ocupados com até o ensino médio incompleto, a renda dos plataformizados superou a média nacional em 50%. Já entre trabalhadores com nível superior, o cenário se inverteu: quem atuava por app recebeu R$ 4.263 mensais, 29,8% abaixo dos R$ 6.072 dos colegas fora das plataformas.

Informalidade e proteção social

A pesquisa mostrou que 71,7% dos plataformizados estavam na informalidade, ante 43,8% dos demais ocupados. Apenas 35,9% contribuíam para a Previdência Social, enquanto a taxa chegava a 61,9% entre os não plataformizados.

Motoristas

O país registrou 1,9 milhão de motoristas em 2024, dos quais 824 mil (43,8%) trabalhavam por aplicativo. O grupo recebeu, em média, R$ 2.766 — R$ 341 a mais que os motoristas tradicionais (R$ 2.425) — e dirigiu 45,9 horas por semana, cinco horas a mais que os demais. A remuneração por hora ficou praticamente igual: R$ 13,9 para plataformizados e R$ 13,7 para não plataformizados. Entre motoristas formais, o valor atingiu R$ 14,7.

A informalidade alcançou 83,6% dos motoristas de app, contra 54,8% dos demais. Apenas 25,7% contribuíam para a Previdência, ante 56,2% entre os motoristas não plataformizados.

Motociclistas

Entre os 1,1 milhão de motociclistas ocupados, 351 mil (33,5%) eram plataformizados — participação que saltou de 21,9% em 2022. Esse grupo ganhou R$ 2.119 mensais, 28,2% a mais que os colegas fora dos apps (R$ 1.653), e trabalhou 45,2 horas semanais, 3,9 horas acima da média dos demais. O valor da hora ficou em R$ 10,8, superior ao dos não plataformizados (R$ 9,2) e ao dos formais (R$ 10,6).

A informalidade atingiu 84,3% dos motociclistas por aplicativo; entre os demais, 69,3%. Só 21,6% contribuíam para a Previdência, enquanto 36,3% dos não plataformizados possuíam cobertura.

Debate sobre vínculo trabalhista

Representantes de motoristas e entregadores defendem o reconhecimento de vínculo empregatício, tese contestada pelas plataformas digitais. O tema aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal, que deve retomar a discussão no início de novembro. Parecer da Procuradoria-Geral da República recomenda que o STF não reconheça o vínculo.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA