Presidente anuncia R$ 2,2 bilhões para ampliar tratamentos oncológicos pelo SUS e cita investigação envolvendo Daniel Vorcaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de R$ 2,2 bilhões destinado à ampliação do tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, durante a visita ao Hospital do Amor, em Barretos (SP), afirmou que a instituição não recebeu recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, cujo caso é alvo de apurações da Polícia Federal.
Segundo o governo federal, o montante é o maior já destinado à rede pública de saúde para o enfrentamento do câncer. Entre as medidas anunciadas estão a criação de uma nova tabela de financiamento para 23 medicamentos oncológicos de alto custo, o início do financiamento para cirurgias oncológicas robóticas na rede pública e a ampliação do acesso à cirurgia de reconstrução mamária.
Do total de medicamentos incluídos no pacote, dez serão adquiridos diretamente pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos estados. Os demais serão oferecidos por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), sistema em que os centros habilitados fazem a compra com financiamento federal, além de previsão de compra por Ata de Negociação Nacional.
A Presidência informa que os fármacos contemplam tratamentos para 18 tipos de câncer, entre eles mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago. O governo destaca que, dependendo do protocolo adotado, um paciente pode economizar até R$ 630 mil em comparação com o custo de tratamento equivalente na rede privada.
Durante a visita, Lula ressaltou a importância de tratar as pessoas com solidariedade e emoção, dizendo que o país precisa recuperar a humanidade e reduzir o ódio. Na mesma ocasião, relacionou suas declarações às investigações sobre movimentações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que estão sendo apuradas pela Polícia Federal, e deixou claro que o hospital visitado não recebeu verbas ligadas a Vorcaro.
As medidas anunciadas pelo governo têm como objetivo ampliar o acesso a tratamentos oncológicos de alto custo no SUS e reduzir a disparidade entre os custos das terapias na rede pública e privada.
Com informações de Agência Brasil
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