Sergipe se despede de um dos nomes mais marcantes e influentes de sua imprensa. Faleceu na noite desta quarta-feira (24), em Aracaju, o jornalista Diógenes Brayner, aos 79 anos de idade. O comunicador vinha enfrentando complicações de saúde em decorrência de um câncer de pâncreas.
O corpo do jornalista está sendo velado no Velatório Osaf, na capital sergipana. A cerimônia de cremação está agendada para as 15 horas desta quinta-feira (25), no Crematório Vila da Paz, localizado no município de Itaporanga d’Ajuda.
Trajetória e paixão pela notícia
Natural de Petrolândia (PE), Diógenes Brayner construiu uma carreira sólida e respeitada no Nordeste. Formado em Comunicação Social no Recife, o jornalista chegou a atuar como bancário concursado do Banco do Brasil no Mato Grosso do Sul antes de abdicar do cargo para se dedicar integralmente à sua verdadeira vocação: o jornalismo de bastidores.
A história de Brayner com Sergipe começou há cerca de 40 anos, quando chegou ao estado para assumir a edição do Jornal de Sergipe. Posteriormente, acumulou passagens marcantes e de grande liderança nas redações da Gazeta de Sergipe e do Correio de Sergipe. Durante anos, ele também comandou e editou o portal Faxaju, tornando-se leitura obrigatória para quem acompanhava a movimentação política do estado.
“Apenas e sempre um repórter”
Conhecido por suas notas diretas e apuração minuciosa, Diógenes definia a essência da profissão de forma simples e pragmática. Em entrevista concedida ao jornalista Jozailto Lima, Brayner sintetizou seu posicionamento de vida e carreira:
“Sou apenas e sempre um repórter e não considero que ser jornalista seja escrever artigos e comentários profundos. Geralmente quem se rotula de ‘homem de imprensa’ por escrever e expor artigos e exibir intelectualidades não sabe escrever uma ‘nota de aniversário’ e nem se interessa pelo dia-a-dia da informação.”
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