Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Segunda-feira, 22 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Mãe viaja de Brasília para ver julgamento de PMs que mataram seu filho

Brasil

Mãe viaja de Brasília para ver julgamento de PMs que mataram seu filho

Mãe de Celso Novais clama por justiça no julgamento de PMs acusados de homicídio.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h34
Mãe viaja de Brasília para ver julgamento de PMs que mataram seu filho

Publicidade

Aparecida Camila, 65 anos, acompanha o julgamento dos três PMs acusados de matar o motorista Celso Novais no caso Gritzbach. Ela cobra que o nome do filho não seja esquecido.

Publicidade

Publicidade

A morte de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024, não foi a única tragédia daquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também foi morto a tiros de fuzil, e a família busca justiça. O julgamento dos policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva teve início nesta segunda-feira (22) no Tribunal do Júri no Fórum de Guarulhos.

A mãe de Celso, Aparecida Camila, de 65 anos, viajou de Brasília a São Paulo para acompanhar o julgamento e reivindica que o nome do filho seja lembrado. “Ele também precisa ser lembrado”, declarou Aparecida, ao lado da filha, enfatizando a importância de não deixar a memória de Celso ser apagada. Celso, que era irmão e filho, deixou três crianças órfãs.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Embora o caso tenha ganhado notoriedade por causa de Vinicius Gritzbach, a morte de Celso não deve ser minimizada. Ele não tinha qualquer relação com o processo de delação que envolveu a maior facção criminosa do país. O julgamento, que deve ouvir 21 testemunhas, sendo nove de acusação e várias de defesa, busca esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as mortes.

O processo judicial se inicia com o sorteio dos jurados, onde 25 pessoas são selecionadas, das quais sete formarão o Conselho de Sentença. Este grupo é responsável por decidir a condenação ou absolvição dos réus, enquanto o juiz preside os trabalhos e elabora a sentença em caso de condenação.

Após a seleção dos jurados, as testemunhas serão ouvidas e os réus serão interrogados. Em seguida, a fase de debates se inicia, com a acusação apresentando sua argumentação. O tempo de fala para a acusação é de uma hora e meia para um réu ou duas horas e meia para mais de um. A defesa terá o mesmo tempo para se manifestar, e, se necessário, haverá réplica e tréplica.

Publicidade

Finalmente, o Conselho de Sentença se reunirá em sala secreta para deliberar sobre os quesitos, decidindo assim sobre a condenação ou absolvição dos réus. O juiz, ao final, fará a leitura da sentença, que marcará o desfecho desse caso tão significativo para as famílias envolvidas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

Aparecida Camila, 65 anos, acompanha o julgamento dos três PMs acusados de matar o motorista Celso Novais no caso Gritzbach. Ela cobra que o nome do filho não seja esquecido.

A morte de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024, não foi a única tragédia daquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também foi morto a tiros de fuzil, e a família busca justiça. O julgamento dos policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva teve início nesta segunda-feira (22) no Tribunal do Júri no Fórum de Guarulhos.

A mãe de Celso, Aparecida Camila, de 65 anos, viajou de Brasília a São Paulo para acompanhar o julgamento e reivindica que o nome do filho seja lembrado. “Ele também precisa ser lembrado”, declarou Aparecida, ao lado da filha, enfatizando a importância de não deixar a memória de Celso ser apagada. Celso, que era irmão e filho, deixou três crianças órfãs.

Embora o caso tenha ganhado notoriedade por causa de Vinicius Gritzbach, a morte de Celso não deve ser minimizada. Ele não tinha qualquer relação com o processo de delação que envolveu a maior facção criminosa do país. O julgamento, que deve ouvir 21 testemunhas, sendo nove de acusação e várias de defesa, busca esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as mortes.

O processo judicial se inicia com o sorteio dos jurados, onde 25 pessoas são selecionadas, das quais sete formarão o Conselho de Sentença. Este grupo é responsável por decidir a condenação ou absolvição dos réus, enquanto o juiz preside os trabalhos e elabora a sentença em caso de condenação.

Após a seleção dos jurados, as testemunhas serão ouvidas e os réus serão interrogados. Em seguida, a fase de debates se inicia, com a acusação apresentando sua argumentação. O tempo de fala para a acusação é de uma hora e meia para um réu ou duas horas e meia para mais de um. A defesa terá o mesmo tempo para se manifestar, e, se necessário, haverá réplica e tréplica.

Finalmente, o Conselho de Sentença se reunirá em sala secreta para deliberar sobre os quesitos, decidindo assim sobre a condenação ou absolvição dos réus. O juiz, ao final, fará a leitura da sentença, que marcará o desfecho desse caso tão significativo para as famílias envolvidas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA