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Política

Márcio e Rogério divergem dentro do PT, mas convergem no apoio a Fábio Mitidieri

A eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste domingo (6), reacendeu uma antiga disputa entre lideranças históricas da legenda em Sergipe, como Márcio Macêdo e Rogério Carvalho. No entanto, apesar das divergências explícitas no campo partidário, os dois principais nomes do PT mostram sinais de convergência quando o assunto é o apoio à reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2026.

06/07/2025 · 12h18 · Atualizado às 19h14
Márcio e Rogério divergem dentro do PT, mas convergem no apoio a Fábio Mitidieri

Disputa interna no partido evidencia rivalidade entre petistas, mas também revela a habilidade política do governador ao unir opostos em torno de sua reeleição

A eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste domingo (6), reacendeu uma antiga disputa entre lideranças históricas da legenda em Sergipe, como Márcio Macêdo e Rogério Carvalho. No entanto, apesar das divergências explícitas no campo partidário, os dois principais nomes do PT mostram sinais de convergência quando o assunto é o apoio à reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2026.

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De um lado, Márcio tem se mostrado abertamente favorável à construção de uma aliança com Mitidieri, em nome da consolidação do chamado “projeto Lula” no estado. O discurso é pragmático: diante da perda de protagonismo do PT em Sergipe, a aliança com o atual governador seria uma estratégia de sobrevivência política.

Do outro lado, Rogério adota um tom mais cauteloso, embora tenha dado sinais claros de anuência ao movimento. Em recente entrevista ao Jornal da Fan, o senador declarou: “Tem a minha não divergência. Estou tranquilo com relação a isso”, ao comentar os apoios que prefeitos petistas têm anunciado em favor de Mitidieri.

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Durante o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, Rogério e seus aliados mantiveram o discurso de independência e oposição ao governador. No entanto, nos bastidores, o cenário é diferente: o isolamento político não interessa ao grupo que pretende manter a vaga no Senado em 2026. E Fábio, com sua habilidade de articulação, parece ter percebido isso cedo.

O governador costurou alianças com paciência e precisão, construindo uma base que transcende ideologias. Ao atrair Márcio desde o início e criar, nos bastidores, uma necessidade estratégica de aproximação para Rogério, Mitidieri deu um passo decisivo no xadrez político sergipano.

Essa convergência de polos opostos dentro do PT, ainda que por caminhos distintos, é vista como um trunfo do governador em um cenário eleitoral que se projeta altamente polarizado para 2026. Resta saber como será possível conciliar lulistas, bolsonaristas e independentes num mesmo palanque — um desafio para os próximos capítulos da política sergipana.

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Disputa interna no partido evidencia rivalidade entre petistas, mas também revela a habilidade política do governador ao unir opostos em torno de sua reeleição

A eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste domingo (6), reacendeu uma antiga disputa entre lideranças históricas da legenda em Sergipe, como Márcio Macêdo e Rogério Carvalho. No entanto, apesar das divergências explícitas no campo partidário, os dois principais nomes do PT mostram sinais de convergência quando o assunto é o apoio à reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2026.

De um lado, Márcio tem se mostrado abertamente favorável à construção de uma aliança com Mitidieri, em nome da consolidação do chamado “projeto Lula” no estado. O discurso é pragmático: diante da perda de protagonismo do PT em Sergipe, a aliança com o atual governador seria uma estratégia de sobrevivência política.

Do outro lado, Rogério adota um tom mais cauteloso, embora tenha dado sinais claros de anuência ao movimento. Em recente entrevista ao Jornal da Fan, o senador declarou: “Tem a minha não divergência. Estou tranquilo com relação a isso”, ao comentar os apoios que prefeitos petistas têm anunciado em favor de Mitidieri.

Durante o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, Rogério e seus aliados mantiveram o discurso de independência e oposição ao governador. No entanto, nos bastidores, o cenário é diferente: o isolamento político não interessa ao grupo que pretende manter a vaga no Senado em 2026. E Fábio, com sua habilidade de articulação, parece ter percebido isso cedo.

O governador costurou alianças com paciência e precisão, construindo uma base que transcende ideologias. Ao atrair Márcio desde o início e criar, nos bastidores, uma necessidade estratégica de aproximação para Rogério, Mitidieri deu um passo decisivo no xadrez político sergipano.

Essa convergência de polos opostos dentro do PT, ainda que por caminhos distintos, é vista como um trunfo do governador em um cenário eleitoral que se projeta altamente polarizado para 2026. Resta saber como será possível conciliar lulistas, bolsonaristas e independentes num mesmo palanque — um desafio para os próximos capítulos da política sergipana.

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