A Rede Mater Dei anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 66% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita da empresa também apresentou um aumento, alcançando R$ 614 milhões, o que equivale a um crescimento aproximado de 12% em relação ao ano passado.
Em entrevista, o presidente da Mater Dei, José Henrique Salvador, avaliou o resultado como positivo e destacou a capacidade da rede em ampliar suas margens à medida que cresce. Segundo ele, as sinergias geradas pela integração das unidades adquiridas durante um período de expansão inorgânica foram fundamentais para o desempenho da empresa.
A diferença entre o crescimento do lucro e o da receita, de acordo com Salvador, se deve principalmente à diluição de custos e despesas administrativas. Com a estrutura da companhia já estabelecida, o aumento das receitas possibilita a diluição desses gastos, resultando em uma melhora no resultado final.
O executivo também mencionou os ganhos de eficiência tributária como um fator que contribuiu para o lucro recorde durante o período. Em um cenário de juros elevados no Brasil, a Mater Dei prioriza neste momento o crescimento orgânico, que requer menos capital. A estratégia envolve a atração de equipes médicas, novas parcerias e investimentos nas unidades já existentes.
Apesar da ênfase no crescimento orgânico, a companhia não descarta novas aquisições. Salvador destacou que a rede permanece atenta a oportunidades de compra de empresas e hospitais, especialmente em regiões consideradas estratégicas. O nível de endividamento da empresa, que está em 1,5 vez a dívida líquida sobre o Ebitda, é considerado confortável.
A taxa de ocupação dos leitos da Mater Dei atingiu 83,9% no trimestre, dentro da faixa ideal de 80% a 85% estabelecida pela companhia. Salvador alertou que níveis acima desse patamar podem comprometer a qualidade do atendimento e o giro dos leitos.
Para o segundo semestre, o executivo mantém uma perspectiva otimista, apesar das incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e possíveis conflitos. Ele ressaltou que o terceiro trimestre costuma ter mais dias úteis, o que tende a favorecer as receitas, e expressou confiança nas perspectivas para o setor de saúde, especialmente para a Mater Dei.
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