O Ministério do Trabalho divulgou dados preocupantes sobre a massa salarial e a remuneração média no Brasil. Segundo as informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Mensalizada, a massa salarial caiu 3,3% entre 31 de dezembro de 2025 e junho de 2026, passando de R$ 249,1 bilhões para R$ 240,8 bilhões. No mesmo período, a remuneração média dos trabalhadores também apresentou queda de 2,9%, reduzindo-se de R$ 4.522,29 para R$ 4.389,49.
Esses dados foram apresentados nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, em um evento que contou com a presença do presidente. A análise abrange o período do mandato presidencial, permitindo uma comparação entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
Os números revelam que 70% dos vínculos formais de trabalho no país estão concentrados em uma carga horária que varia entre 41 e 44 horas semanais. Isso indica uma predominância de jornadas que podem impactar a qualidade de vida dos trabalhadores.
A distribuição do estoque de empregos formais entre diferentes raças e etnias também foi abordada. O grupo de trabalhadores pardos registrou o maior crescimento, subindo de 40,9% para 43,5% do total de vagas. Em seguida, estão os brancos, que ocupam 42,7%, e os pretos, com apenas 7,4% do total. A RAIS destacou que empregados pretos e pardos recebem, em média, apenas 68% do salário pago aos trabalhadores brancos.
A desigualdade salarial também se reflete entre os gêneros. As mulheres recebem, em média, 87,9% do que ganham os homens. Em junho, a remuneração média dos homens era de R$ 4.691,40, enquanto a das mulheres ficou em R$ 4.124,39.
Outro dado interessante diz respeito à faixa etária dos trabalhadores. O maior aumento de participação no mercado ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, que passaram de 12,69% para 13,8% do total de vagas. Por outro lado, a proporção de trabalhadores com 65 anos ou mais caiu de 2,8% para 2,6% no mesmo período.
Além disso, conforme informações sobre a nacionalidade dos trabalhadores, a Venezuela se destacou como o país que mais enviou mão de obra para o Brasil, com 224.307 vínculos formais. O Haiti ficou em segundo lugar com 61.217 empregados, seguido por Cuba com 41.056 vínculos.
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