O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, determinou na última quinta-feira (25) que o ministro André Mendonça será o relator do pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, que é inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa decisão concentra um processo de grande repercussão no gabinete do ministro, consolidando sua posição como um dos magistrados mais influentes do STF em um ano eleitoral.
O caso, que inicialmente estava sob a responsabilidade de Alexandre de Moraes, foi redistribuído a Mendonça após a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a área técnica do Supremo identificarem uma conexão entre as suspeitas sobre o filme e as investigações relacionadas ao Banco Master. O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), admitiu ter solicitado recursos a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a produção do filme. O objetivo da investigação é esclarecer se os valores solicitados foram realmente destinados ao filme ou se houve desvio, além de examinar o envolvimento de Eduardo Bolsonaro na gestão desses recursos.
“As investigações têm potencial de afetar integrantes do governo Lula, a candidatura de Flávio Bolsonaro, além de partidos e políticos do centro e da oposição no Congresso Nacional.”
Outro importante inquérito sob a relatoria de Mendonça investiga possíveis fraudes financeiras no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), focando em desvios de aposentadorias e pensões de idosos durante os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Essas apurações podem ter implicações significativas para diversos atores políticos e partidos.
Informações já divulgadas indicam que os escândalos do Banco Master e do INSS estão interligados de alguma forma. Dados coletados pela PF (Polícia Federal) no caso Master auxiliaram investigações da CPMI do INSS. A evolução das investigações, sob a liderança de Mendonça, tem gerado apreensão entre a classe política, que teme revelações impactantes.
No caso do Banco Master, a preocupação é acentuada pela possibilidade de que Daniel Vorcaro ou seus associados possam firmar um acordo de delação premiada, o que poderia desvendar nomes de diferentes esferas do poder político. A PGR e a PF, no entanto, já negaram duas propostas de delação apresentadas pela defesa do ex-banqueiro.
De acordo com informações, Mendonça decidiu manter parte de sua equipe de gabinete em atividade durante o recesso do Judiciário, que terá início na próxima semana. A expectativa é que o inquérito relacionado ao Banco Master continue a evoluir, com novas frentes de investigação e possíveis novos pedidos ao Supremo.
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