O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que uma investigação preliminar não identificou abordagem ao motorista de Haddad. A declaração foi dada neste domingo (16), na abertura de sua campanha eleitoral.
“A gente analisou imagens de mais de 70 câmeras e não houve nenhuma abordagem, não houve contato dos policiais no carro dele”, afirmou Tarcísio.
O relato do candidato do PT
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, relatou na quarta-feira (12) que seu motorista foi abordado por policiais na noite de terça-feira (11), logo após deixá-lo na região do Planalto Paulista, na zona sul da capital. Segundo o relato, os policiais teriam projetado luzes sobre o veículo e seguido o carro por cerca de 40 minutos.
O motorista decidiu parar em um hotel com câmeras de segurança e maior movimentação de pessoas. De acordo com Haddad e seu advogado, Hélio Silveira, ao questionar os policiais sobre o motivo da abordagem, ele ouviu a frase “vaza, vaza”.
“Não foi uma abordagem padrão”, diz Haddad
Haddad afirmou que soube do episódio apenas na manhã de quarta-feira e que o motorista ainda estava abalado. “Não foi uma abordagem padrão”, disse. Para ele, em uma abordagem convencional os policiais solicitariam a parada do veículo e apresentariam identificação.
O candidato afirmou que, conforme o relato do motorista, os policiais permaneceram próximos ao carro sem realizar uma abordagem formal, e disse que não pretende acusar os policiais antes de esclarecimentos. “Eu não posso deixar de reportar o que aconteceu, porque é um cidadão como qualquer um de vocês que tem seus direitos e que não pode se sentir inseguro na sua cidade”, declarou.
Apuração da Polícia Militar e da SSP
Na quinta-feira (13), a Polícia Militar instaurou investigação preliminar para apurar a denúncia. Conforme a apuração, não foram identificados indícios de abordagem ou de procedimento irregular. Mesmo assim, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que dará continuidade à investigação e, se encontrar indícios de irregularidades, o procedimento pode se transformar em inquérito. Caso a conclusão seja de que não houve perseguição, Haddad poderá responder por denúncia caluniosa.
Secretário fala em mal-entendido
O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, descartou motivação política e afirmou que houve um mal-entendido. Segundo ele, os policiais não sabiam que o veículo havia transportado Haddad e, ao perceberem que apenas o motorista estava no carro, decidiram não fazer a abordagem. “O caso está solucionado. Foi um mal-entendido”, concluiu.
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