O advogado criminalista Matheus Mayer Milanez desistiu de concorrer a deputado federal pelo Distrito Federal. A renúncia foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral em 14 de agosto de 2026, dois dias depois de a Justiça conceder medidas protetivas de urgência contra ele.
Renúncia protocolada no TSE
Milanez era candidato pelo Republicanos. No documento entregue ao TSE, ele declara que, “por razões de foro íntimo e de forma inteiramente livre, voluntária e consciente”, renuncia ao pedido de registro de candidatura, “em caráter irrevogável e irretratável”.
Procurado pela imprensa, o Republicanos confirmou que “a renúncia será formalizada e tornada pública em breve”.
Quem é o criminalista do Distrito Federal
Matheus Mayer Milanez ganhou projeção nacional ao defender o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento de uma suposta trama golpista.
Na ocasião, o advogado repercutiu nas redes sociais ao pedir que a sessão do dia seguinte começasse mais tarde para que pudesse jantar.
Medidas protetivas concedidas pela Justiça
A saída da disputa eleitoral ocorreu em um momento delicado. A Justiça do Distrito Federal concedeu medidas protetivas de urgência contra Milanez após denúncias de agressão apresentadas por sua companheira, em contexto de violência doméstica. A decisão foi publicada pelo Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na quarta-feira, 12 de agosto de 2026.
A mulher, grávida de 10 semanas, relatou manter relacionamento com o advogado havia dois anos e citou episódios anteriores de agressão. Segundo o documento judicial, é o primeiro registro formal contra ele.
A Justiça determinou que o ex-candidato não mantenha contato com a vítima por nenhum meio e permaneça a uma distância mínima de 300 metros dela. A decisão adverte que o descumprimento pode resultar em prisão preventiva.
O que diz a defesa
A defesa informou que Milanez soube da medida protetiva pela imprensa e nega as acusações. “Nego, de forma categórica, qualquer prática de agressão. Como advogado criminalista, conheço e respeito o devido processo legal, e é exatamente nele, dentro dos autos e com as provas, que essa questão será esclarecida”, afirmou em nota.
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