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Brasil

MPF abre investigação contra BBB 26 por suspeita de tortura no Quarto Branco

Inquérito civil apura riscos à saúde física e mental dos participantes; dinâmica foi chamada de “Gran Hermano Guantánamo” pela imprensa estrangeira após recorde de 80 horas. Leia também Ao lado de Flávio da Direita, André David declara apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPFRJ) decidiu agir […]

06/03/2026 · 16h30 · Atualizado às 19h18
MPF abre investigação contra BBB 26 por suspeita de tortura no Quarto Branco

Inquérito civil apura riscos à saúde física e mental dos participantes; dinâmica foi chamada de “Gran Hermano Guantánamo” pela imprensa estrangeira após recorde de 80 horas.

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O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPFRJ) decidiu agir diante da repercussão negativa e de denúncias formais sobre as condições impostas aos participantes do Big Brother Brasil 26. O estopim para a investigação foi o Quarto Branco, que nesta edição submeteu os candidatos a privações sensoriais extremas e sons ininterruptos por mais de 80 horas. O órgão citou que a “normalização do sofrimento como espetáculo” fere os direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

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Além do Quarto Branco, o inquérito também apura a responsabilidade da emissora em episódios médicos graves, como as crises convulsivas sofridas pelo participante Henri Castelli. O MPF quer entender se o suporte médico foi célere e se as provas de resistência ultrapassaram os limites da segurança biológica. Em diligência inicial, o procurador responsável solicitou que a TV Globo preste informações detalhadas baseadas em questionamentos da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, que comparou a dinâmica a técnicas de tortura do período da ditadura militar.

A TV Globo, em posicionamento prévio, defende que todos os participantes passam por rigorosos exames psicotécnicos e médicos, e que a integridade dos confinados é monitorada 24 horas por dia por uma equipe multidisciplinar. No entanto, a repercussão internacional — com jornais espanhóis classificando o programa como “sala de tortura” — aumentou a pressão sobre o órgão fiscalizador para determinar se o entretenimento brasileiro está operando em uma zona de ilegalidade humanitária.

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Inquérito civil apura riscos à saúde física e mental dos participantes; dinâmica foi chamada de “Gran Hermano Guantánamo” pela imprensa estrangeira após recorde de 80 horas.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPFRJ) decidiu agir diante da repercussão negativa e de denúncias formais sobre as condições impostas aos participantes do Big Brother Brasil 26. O estopim para a investigação foi o Quarto Branco, que nesta edição submeteu os candidatos a privações sensoriais extremas e sons ininterruptos por mais de 80 horas. O órgão citou que a “normalização do sofrimento como espetáculo” fere os direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

Além do Quarto Branco, o inquérito também apura a responsabilidade da emissora em episódios médicos graves, como as crises convulsivas sofridas pelo participante Henri Castelli. O MPF quer entender se o suporte médico foi célere e se as provas de resistência ultrapassaram os limites da segurança biológica. Em diligência inicial, o procurador responsável solicitou que a TV Globo preste informações detalhadas baseadas em questionamentos da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, que comparou a dinâmica a técnicas de tortura do período da ditadura militar.

A TV Globo, em posicionamento prévio, defende que todos os participantes passam por rigorosos exames psicotécnicos e médicos, e que a integridade dos confinados é monitorada 24 horas por dia por uma equipe multidisciplinar. No entanto, a repercussão internacional — com jornais espanhóis classificando o programa como “sala de tortura” — aumentou a pressão sobre o órgão fiscalizador para determinar se o entretenimento brasileiro está operando em uma zona de ilegalidade humanitária.

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