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Aracaju, Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Músicas internacionais viram hits brasileiros no brega e tecnobrega

Brasil

Músicas internacionais viram hits brasileiros no brega e tecnobrega

Adaptações de músicas internacionais ganham destaque na música brasileira, refletindo uma tradição histórica.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h49
Músicas internacionais viram hits brasileiros no brega e tecnobrega

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Artistas brasileiras adaptam sucessos mundiais para o português e conquistam as plataformas de streaming. Manu Bahtidão e Andrielly Souza lideram o movimento com releituras que misturam brega, brega funk e tecnomelody.

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O cenário musical brasileiro tem testemunhado um crescente fenômeno: a adaptação de canções internacionais, agora com novas versões em português, atraindo a atenção do público nas plataformas de streaming e nas redes sociais. Esse movimento, que abrange diferentes gêneros, destaca-se especialmente no brega, no brega funk e no tecnomelody, impulsionando artistas como Manu Bahtidão e Andrielly Souza.

Em 2024, Manu lançou a canção “Quem Perde é Quem Trai”, uma releitura da famosa “The Climb”, imortalizada por Miley Cyrus. Já em 2026, Andrielly Souza chamou a atenção com “Só no Off”, uma adaptação de “Confidence”, da cantora francesa Kim. Além dessas artistas, diversos projetos independentes têm se dedicado a transformar melodias internacionais para o universo do brega e do brega funk.

“Você pega a versão e faz a versão nacionalizada. Troca a letra ou, às vezes, até nem troca, mas faz algumas intervenções”, afirmou Felipe Trotta, professor e mestre em Musicologia pela UFF.

Trotta observa que a criação de versões nacionais de músicas estrangeiras é uma prática recorrente na indústria cultural, que acompanha a circulação global da música pop há décadas. Ele recorda a adaptação do funk da canção “There It Is”, que se tornou “Uh Tererê”, um sucesso que alcançou os estádios de futebol. Essa dinâmica, segundo o professor, está diretamente ligada à acessibilidade das músicas na grande indústria do entretenimento.

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O especialista também pontua que o sucesso dessas releituras não está necessariamente vinculado à nostalgia. “O que acontece é que existe uma memória cultural internacional compartilhada em larga escala. Esses códigos, muitas vezes, fornecem elementos estéticos e comportamentais que permitem a criação de novas músicas e produções”, explicou.

Embora o debate sobre essas adaptações tenha se intensificado recentemente, especialmente no brega funk e no brega pop, essa prática não é novidade. Nos anos 2000, bandas como Limão com Mel e Calcinha Preta popularizaram versões de sucessos internacionais em festas do Norte e Nordeste do Brasil. Antes disso, adaptações de boleros, baladas românticas e hits latinos já eram comuns no repertório de artistas brasileiros desde o século passado.

Exemplos notáveis incluem “Paulinha”, inspirada em “Without You”, de Mariah Carey, e “Um Sonho de Amor”, originada de “The Boxer”, de Paul Simon. Além disso, a Banda Djavú, anos depois, misturou a música eletrônica global ao tecnobrega, ajudando a popularizar esse repertório nas festas e aparelhagens.

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Trotta destaca que essa continuidade histórica permite entender por que o fenômeno se reinventa ao longo das gerações. “Não se trata de uma moda momentânea, mas de um comportamento cíclico que se adapta às transformações do mercado musical”, ressaltou. Ele ainda observa que as fronteiras entre música nacional e internacional estão se tornando cada vez mais difusas, com artistas misturando referências de diversas origens para criar produtos híbridos que dialogam com o local e o global.

Com o sucesso das releituras no brega funk, no tecnomelody e no brega pop, é provável que novas adaptações continuem a surgir. No entanto, para a musicologia, esse fenômeno representa apenas mais um capítulo de uma tradição que acompanha a música brasileira há décadas.

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O cenário musical brasileiro tem testemunhado um crescente fenômeno: a adaptação de canções internacionais, agora com novas versões em português, atraindo a atenção do público nas plataformas de streaming e nas redes sociais. Esse movimento, que abrange diferentes gêneros, destaca-se especialmente no brega, no brega funk e no tecnomelody, impulsionando artistas como Manu Bahtidão e Andrielly Souza.

Em 2024, Manu lançou a canção “Quem Perde é Quem Trai”, uma releitura da famosa “The Climb”, imortalizada por Miley Cyrus. Já em 2026, Andrielly Souza chamou a atenção com “Só no Off”, uma adaptação de “Confidence”, da cantora francesa Kim. Além dessas artistas, diversos projetos independentes têm se dedicado a transformar melodias internacionais para o universo do brega e do brega funk.

“Você pega a versão e faz a versão nacionalizada. Troca a letra ou, às vezes, até nem troca, mas faz algumas intervenções”, afirmou Felipe Trotta, professor e mestre em Musicologia pela UFF.

Trotta observa que a criação de versões nacionais de músicas estrangeiras é uma prática recorrente na indústria cultural, que acompanha a circulação global da música pop há décadas. Ele recorda a adaptação do funk da canção “There It Is”, que se tornou “Uh Tererê”, um sucesso que alcançou os estádios de futebol. Essa dinâmica, segundo o professor, está diretamente ligada à acessibilidade das músicas na grande indústria do entretenimento.

O especialista também pontua que o sucesso dessas releituras não está necessariamente vinculado à nostalgia. “O que acontece é que existe uma memória cultural internacional compartilhada em larga escala. Esses códigos, muitas vezes, fornecem elementos estéticos e comportamentais que permitem a criação de novas músicas e produções”, explicou.

Embora o debate sobre essas adaptações tenha se intensificado recentemente, especialmente no brega funk e no brega pop, essa prática não é novidade. Nos anos 2000, bandas como Limão com Mel e Calcinha Preta popularizaram versões de sucessos internacionais em festas do Norte e Nordeste do Brasil. Antes disso, adaptações de boleros, baladas românticas e hits latinos já eram comuns no repertório de artistas brasileiros desde o século passado.

Exemplos notáveis incluem “Paulinha”, inspirada em “Without You”, de Mariah Carey, e “Um Sonho de Amor”, originada de “The Boxer”, de Paul Simon. Além disso, a Banda Djavú, anos depois, misturou a música eletrônica global ao tecnobrega, ajudando a popularizar esse repertório nas festas e aparelhagens.

Trotta destaca que essa continuidade histórica permite entender por que o fenômeno se reinventa ao longo das gerações. “Não se trata de uma moda momentânea, mas de um comportamento cíclico que se adapta às transformações do mercado musical”, ressaltou. Ele ainda observa que as fronteiras entre música nacional e internacional estão se tornando cada vez mais difusas, com artistas misturando referências de diversas origens para criar produtos híbridos que dialogam com o local e o global.

Com o sucesso das releituras no brega funk, no tecnomelody e no brega pop, é provável que novas adaptações continuem a surgir. No entanto, para a musicologia, esse fenômeno representa apenas mais um capítulo de uma tradição que acompanha a música brasileira há décadas.

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