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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Navio afundado na 2ª Guerra revela tragédia com 1.000 prisioneiros mortos

Brasil

Navio afundado na 2ª Guerra revela tragédia com 1.000 prisioneiros mortos

Pesquisadores localizaram o naufrágio do Hōfuku Maru, que transportava prisioneiros na 2ª Guerra.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h57
Navio afundado na 2ª Guerra revela tragédia com 1.000 prisioneiros mortos

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Um ataque americano por engano destruiu o Hōfuku Maru em 1944, matando cerca de mil prisioneiros aliados presos no convés inferior. Apenas 200 sobreviveram ao naufrágio no Mar do Sul da China.

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No dia 21 de setembro de 1944, um navio japonês navegava em comboio pelo Mar do Sul da China, transportando cerca de 1.200 prisioneiros de guerra britânicos e holandeses em suas áreas inferiores. Em um trágico erro de identificação, aviões de guerra americanos lançaram quatro torpedos contra a embarcação, que não possuía marcações, confundindo-a com um navio de carga militar. Um dos torpedos atingiu o navio, que se partiu ao meio e afundou em questão de minutos, resultando na morte da maioria dos prisioneiros que estavam presos no convés inferior.

Apenas cerca de 200 prisioneiros conseguiram sobreviver, debilitados e doentes, enquanto a localização exata do naufrágio desapareceu nas profundezas do mar. Agora, após quase 80 anos, pesquisadores conseguiram identificar o local onde o Hōfuku Maru repousa, próximo à província de Zambales, ao largo da costa oeste da Ilha de Luzon, nas Filipinas.

A equipe de pesquisa, com apoio da Agência de Patrimônio Cultural dos Países Baixos e do Discovery Channel, dedicou-se a examinar documentos de arquivos militares japoneses e americanos. Esses esforços culminaram na localização do naufrágio, que será tema de um programa intitulado ‘Expedition Unknown’, com estreia marcada para 24 de junho no Discovery Channel.

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‘Estamos falando de um porão escuro, de metal. Fede, é um calor sufocante. Não há condições sanitárias. Eles não estão sendo alimentados direito, quando são. Quase nenhuma água’, descreveu Tim Beckensall, historiador da Segunda Guerra Mundial e diretor de buscas da Hellships Memorial Foundation.

O Hōfuku Maru era um dos 56 navios sem marcação utilizados pelo exército japonês para transportar prisioneiros de guerra durante o conflito, conhecidos como “navios do inferno”. Dentre essas embarcações, 19 foram afundadas por forças aliadas, enquanto a localização de cinco naufrágios permanece desconhecida. A busca pelo Hōfuku Maru começou a ganhar força após a descoberta de um documento digitalizado que detalhava o ataque e a posição do navio no momento do afundamento.

Beckensall e sua equipe conseguiram corroborar informações de documentos com registros de ataques aéreos, além de consultar pescadores locais que relataram a existência de um grande naufrágio na área. A busca levou a uma missão preliminar de mergulho que revelou os destroços do Hōfuku Maru a uma profundidade de cerca de 50 metros.

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‘A parte mais surpreendente desta investigação é, na verdade, a história em si — o legado trágico dos Hellships é um capítulo da Segunda Guerra Mundial que muitas pessoas nunca ouviram falar’, afirmou Josh Gates, explorador e apresentador do programa.

A identificação do naufrágio tem sido desafiadora devido às condições de visibilidade e ao acúmulo de cinzas vulcânicas na área, resultado de erupções passadas. Contudo, a equipe de arqueólogos marinhos, com a ajuda de tecnologia de fotogrametria, conseguiu criar um modelo 3D do Hōfuku Maru, possibilitando uma análise mais detalhada dos destroços.

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No dia 21 de setembro de 1944, um navio japonês navegava em comboio pelo Mar do Sul da China, transportando cerca de 1.200 prisioneiros de guerra britânicos e holandeses em suas áreas inferiores. Em um trágico erro de identificação, aviões de guerra americanos lançaram quatro torpedos contra a embarcação, que não possuía marcações, confundindo-a com um navio de carga militar. Um dos torpedos atingiu o navio, que se partiu ao meio e afundou em questão de minutos, resultando na morte da maioria dos prisioneiros que estavam presos no convés inferior.

Apenas cerca de 200 prisioneiros conseguiram sobreviver, debilitados e doentes, enquanto a localização exata do naufrágio desapareceu nas profundezas do mar. Agora, após quase 80 anos, pesquisadores conseguiram identificar o local onde o Hōfuku Maru repousa, próximo à província de Zambales, ao largo da costa oeste da Ilha de Luzon, nas Filipinas.

A equipe de pesquisa, com apoio da Agência de Patrimônio Cultural dos Países Baixos e do Discovery Channel, dedicou-se a examinar documentos de arquivos militares japoneses e americanos. Esses esforços culminaram na localização do naufrágio, que será tema de um programa intitulado ‘Expedition Unknown’, com estreia marcada para 24 de junho no Discovery Channel.

‘Estamos falando de um porão escuro, de metal. Fede, é um calor sufocante. Não há condições sanitárias. Eles não estão sendo alimentados direito, quando são. Quase nenhuma água’, descreveu Tim Beckensall, historiador da Segunda Guerra Mundial e diretor de buscas da Hellships Memorial Foundation.

O Hōfuku Maru era um dos 56 navios sem marcação utilizados pelo exército japonês para transportar prisioneiros de guerra durante o conflito, conhecidos como “navios do inferno”. Dentre essas embarcações, 19 foram afundadas por forças aliadas, enquanto a localização de cinco naufrágios permanece desconhecida. A busca pelo Hōfuku Maru começou a ganhar força após a descoberta de um documento digitalizado que detalhava o ataque e a posição do navio no momento do afundamento.

Beckensall e sua equipe conseguiram corroborar informações de documentos com registros de ataques aéreos, além de consultar pescadores locais que relataram a existência de um grande naufrágio na área. A busca levou a uma missão preliminar de mergulho que revelou os destroços do Hōfuku Maru a uma profundidade de cerca de 50 metros.

‘A parte mais surpreendente desta investigação é, na verdade, a história em si — o legado trágico dos Hellships é um capítulo da Segunda Guerra Mundial que muitas pessoas nunca ouviram falar’, afirmou Josh Gates, explorador e apresentador do programa.

A identificação do naufrágio tem sido desafiadora devido às condições de visibilidade e ao acúmulo de cinzas vulcânicas na área, resultado de erupções passadas. Contudo, a equipe de arqueólogos marinhos, com a ajuda de tecnologia de fotogrametria, conseguiu criar um modelo 3D do Hōfuku Maru, possibilitando uma análise mais detalhada dos destroços.

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