O Hospital Graacc, referência no tratamento de câncer infantil, instalou um novo acelerador linear Elekta Versa HD que deve elevar a capacidade de radioterapia da unidade de 150 para até 250 pacientes por mês.
O equipamento, avaliado em cerca de R$ 9 milhões, substituiu o aparelho anterior e traz ganhos em precisão, qualidade e velocidade das sessões. A tecnologia permite tratamentos mais curtos e direcionados, reduzindo a exposição à radiação e, consequentemente, os efeitos colaterais para crianças.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a unidade nesta quinta-feira (16) e relacionou a aquisição ao programa do ministério voltado ao financiamento de terapias de alto custo. Segundo Padilha, o objetivo é que, ainda este ano, pelo menos um equipamento desse tipo esteja presente em cada estado do país; Roraima seria o único estado pendente, com os aparelhos já no local e inauguração prevista para o ano.
Como parte das mudanças, o Ministério da Saúde também reajustará o custeio de equipamentos, elevando em 30% o valor pago por sessão para unidades que realizam atendimentos de alto custo e tratamentos oncológicos, dentro do programa Agora Tem Especialistas.
André Negrão, CEO do Hospital Graacc, destacou que o novo acelerador melhora a qualidade do atendimento ao tornar a máquina mais rápida e precisa. Segundo ele, a redução na quantidade de radiação que a criança recebe e a precisão do feixe na ordem de milímetros são fatores decisivos para esse público.
No momento, cerca de 15 pacientes já recebem sessões com o aparelho recém-instalado; a expectativa é retomar o atendimento regular de 150 pacientes e alcançar o potencial máximo de 250 pacientes mensais quando o equipamento estiver totalmente operacional.
Outras instituições também foram contempladas pelo programa: o Hospital São Paulo, da Unifesp, inaugurou um acelerador nesta mesma ação. No total, o programa incluiu 13 aceleradores lineares entre 20 aparelhos avançados adquiridos para tratamento do câncer, o que deve ampliar a formação de profissionais especializados, como médicos residentes, fisioterapeutas, enfermeiros e radiologistas.
Diagnósticos
Padilha afirmou ainda que um acordo de telemedicina com o hospital A.C. Camargo acelerou a confirmação diagnóstica. Regiões que antes levavam até seis meses para concluir um diagnóstico agora têm laudos de anatomopatologistas em cerca de duas semanas, o que reduz o tempo para início do tratamento e aumenta as chances de sobrevivência.
Com informações de Agência Brasil
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