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Segurança Digital

Novo ‘GhostSpy 2.0’, variante moderna foca ataques em Android no Brasil

Um novo capítulo na evolução do malware GhostSpy foi detectado em dispositivos Android no Brasil. Segundo o relatório da especializada Zenox, o criminoso por trás do golpe lançou uma versão atualizada da ferramenta, conhecida informalmente como “GhostSpy 2.0”.

01/08/2025 · 23h31
Novo ‘GhostSpy 2.0’, variante moderna foca ataques em Android no Brasil

GhostSpy 2.0 é vendido como serviço (SaaS), com painel para controle remoto e multa contratual de R$ 100 mil

Um novo capítulo na evolução do malware GhostSpy foi detectado em dispositivos Android no Brasil. Segundo o relatório da especializada Zenox, o criminoso por trás do golpe lançou uma versão atualizada da ferramenta, conhecida informalmente como “GhostSpy 2.0”.

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A novidade mantém o modelo de negócio original: é oferecida como serviço (software‑como‑serviço, SaaS), com planos de assinatura e até um contrato formal que prevê multa de até R$ 100 mil em caso de violação das cláusulas pelos compradores.

O que torna o GhostSpy 2.0 tão perigoso?

O malware classifica‑se como um Trojan de Acesso Remoto (RAT), com foco exclusivo em Android. Ele se instala através de arquivos .apk camuflados como recibos, boletos ou documentos oficiais — geralmente com nomes de bancos, transportadoras ou órgãos públicos brasileiros.

Após a instalação, o RAT solicita permissão de Acessibilidade do Android e, com isso, passa a:

  • Controlar remotamente a tela e interagir com o dispositivo em tempo real
  • Gravar tudo que é digitado (keylogger)
  • Ativar um “modo de privacidade”, escurecendo a tela para ocultar atividades do invasor
  • Roubar fotos, SMS, registros de chamadas, contatos e localização em tempo real
  • Gerenciar arquivos, inclusive upload ou download e instalação de novos apps

O GhostSpy 2.0 também promete ser “impossível de remover”, burlando mecanismos como o Google Play Protect e concedendo automaticamente todos os acessos necessários ao invasor.

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Falhas graves no painel expõem dados de vítimas

Apesar do visual “profissional”, o painel de controle do GhostSpy 2.0 contém vulnerabilidades críticas: segundo a Zenox, qualquer pessoa com acesso ao endereço pode visualizar dados de vítimas—capturas de tela, senhas ou padrões de desbloqueio—mesmo sem permissão explícita.

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A interface inclui termos de uso que tentam isentar os criadores de responsabilidades jurídicas, reforçando o tom formal e empresarial do golpe.

Quem está por trás? ‘Goiano’ novamente aparece

O relatório liga o projeto ao cibercriminoso conhecido como “Goiano”, figura controversa no submundo digital — acusado de apenas reembalar malwares como GoatRAT, Brata RAT, entre outros, e vendê-los sob diferentes nomes e estilos visuais.

De acordo com o canal investigativo OneRevealed, o GhostSpy seria apenas mais um caso de “rebranding” do GoatRAT, o famoso “Vírus do Pix”. A grande inovação foi a construção de um painel web para dar aparência profissional a um código já existente.

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Como se proteger de ameaças como o GhostSpy

Especialistas recomendam práticas simples, mas eficazes:

  1. Baixe aplicativos apenas de lojas oficiais, como Google Play Store; evite links ou arquivos enviados por e‑mail, redes sociais ou mensagens de texto
  2. Revise com frequência as permissões dos aplicativos, especialmente o uso de “Acessibilidade”
  3. Desconfie de mensagens que induzam à instalação urgente de documentos, recibos ou rastreamento de encomenda
  4. Ative autenticação de dois fatores em todas as contas importantes
  5. Use senhas fortes e evite padrões simples de desbloqueio
  6. Se notar comportamento suspeito, desconecte da internet, rode antivírus confiável e considere restaurar o celular para configurações de fábrica

Por que isso preocupa especialistas?

A chegada do GhostSpy 2.0 reforça uma tendência preocupante: a industrialização do cibercrime por meio de plataformas profissionais, com contrato, painel e suporte técnico. Isso amplia o acesso ao crime digital mesmo para pessoas com pouca formação técnica.

Além disso, a falha no painel de comando não apenas facilita vazamentos de dados, mas demonstra o amadorismo por trás da sofisticação aparente do golpe.

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GhostSpy 2.0 é vendido como serviço (SaaS), com painel para controle remoto e multa contratual de R$ 100 mil

Um novo capítulo na evolução do malware GhostSpy foi detectado em dispositivos Android no Brasil. Segundo o relatório da especializada Zenox, o criminoso por trás do golpe lançou uma versão atualizada da ferramenta, conhecida informalmente como “GhostSpy 2.0”.

A novidade mantém o modelo de negócio original: é oferecida como serviço (software‑como‑serviço, SaaS), com planos de assinatura e até um contrato formal que prevê multa de até R$ 100 mil em caso de violação das cláusulas pelos compradores.

O que torna o GhostSpy 2.0 tão perigoso?

O malware classifica‑se como um Trojan de Acesso Remoto (RAT), com foco exclusivo em Android. Ele se instala através de arquivos .apk camuflados como recibos, boletos ou documentos oficiais — geralmente com nomes de bancos, transportadoras ou órgãos públicos brasileiros.

Após a instalação, o RAT solicita permissão de Acessibilidade do Android e, com isso, passa a:

  • Controlar remotamente a tela e interagir com o dispositivo em tempo real
  • Gravar tudo que é digitado (keylogger)
  • Ativar um “modo de privacidade”, escurecendo a tela para ocultar atividades do invasor
  • Roubar fotos, SMS, registros de chamadas, contatos e localização em tempo real
  • Gerenciar arquivos, inclusive upload ou download e instalação de novos apps

O GhostSpy 2.0 também promete ser “impossível de remover”, burlando mecanismos como o Google Play Protect e concedendo automaticamente todos os acessos necessários ao invasor.

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Falhas graves no painel expõem dados de vítimas

Apesar do visual “profissional”, o painel de controle do GhostSpy 2.0 contém vulnerabilidades críticas: segundo a Zenox, qualquer pessoa com acesso ao endereço pode visualizar dados de vítimas—capturas de tela, senhas ou padrões de desbloqueio—mesmo sem permissão explícita.

A interface inclui termos de uso que tentam isentar os criadores de responsabilidades jurídicas, reforçando o tom formal e empresarial do golpe.

Quem está por trás? ‘Goiano’ novamente aparece

O relatório liga o projeto ao cibercriminoso conhecido como “Goiano”, figura controversa no submundo digital — acusado de apenas reembalar malwares como GoatRAT, Brata RAT, entre outros, e vendê-los sob diferentes nomes e estilos visuais.

De acordo com o canal investigativo OneRevealed, o GhostSpy seria apenas mais um caso de “rebranding” do GoatRAT, o famoso “Vírus do Pix”. A grande inovação foi a construção de um painel web para dar aparência profissional a um código já existente.

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Como se proteger de ameaças como o GhostSpy

Especialistas recomendam práticas simples, mas eficazes:

  1. Baixe aplicativos apenas de lojas oficiais, como Google Play Store; evite links ou arquivos enviados por e‑mail, redes sociais ou mensagens de texto
  2. Revise com frequência as permissões dos aplicativos, especialmente o uso de “Acessibilidade”
  3. Desconfie de mensagens que induzam à instalação urgente de documentos, recibos ou rastreamento de encomenda
  4. Ative autenticação de dois fatores em todas as contas importantes
  5. Use senhas fortes e evite padrões simples de desbloqueio
  6. Se notar comportamento suspeito, desconecte da internet, rode antivírus confiável e considere restaurar o celular para configurações de fábrica

Por que isso preocupa especialistas?

A chegada do GhostSpy 2.0 reforça uma tendência preocupante: a industrialização do cibercrime por meio de plataformas profissionais, com contrato, painel e suporte técnico. Isso amplia o acesso ao crime digital mesmo para pessoas com pouca formação técnica.

Além disso, a falha no painel de comando não apenas facilita vazamentos de dados, mas demonstra o amadorismo por trás da sofisticação aparente do golpe.

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