A Receita Federal desmantelou um esquema internacional de tráfico neste domingo (21). Droga estava camuflada em 260 toneladas de madeira e pode ser a maior apreensão da história do país.
Uma operação realizada pela Receita Federal, neste domingo (21), identificou um esquema internacional que utiliza madeira para transportar cocaína. Após a perícia, a quantidade de droga apreendida pode ser a maior da história do Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a carga estimada é de cerca de 50 toneladas de cocaína escondidas em aproximadamente 260 toneladas de madeira. A Operação Timber Shield foi conduzida em cooperação internacional com os Estados Unidos e a Bolívia, contando com a participação da Receita Federal do Brasil, do Exército Brasileiro, do GEFRON-MT (Grupo Especial de Fronteira), das Polícias Técnico-Científicas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Polícia Federal.
A Receita Federal explicou que o uso da madeira para o tráfico envolve técnicas de camuflagem, como a injeção de cocaína líquida na madeira, a fim de alterar a aparência física da substância e misturá-la à carga legal.
“Confirmado o volume, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil — e uma das maiores já registradas no mundo. É uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional”, afirmou o ministro Durigan.
Medidas de monitoramento e fiscalização foram adotadas na faixa de fronteira na sexta-feira (19), resultando na retenção de 8 caminhões carregados com madeira. Em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, foram encontrados quatro caminhões com 130 toneladas de madeira, enquanto em Cáceres, no Mato Grosso, outros quatro caminhões com a mesma carga foram localizados, totalizando 260 toneladas sob fiscalização.
Com base nas ocorrências, estima-se que de 10% a 20% do peso da carga possa corresponder a substâncias ilícitas. A Polícia Federal foi acionada e deve confirmar a existência de cocaína por meio da perícia criminal federal. As perícias preliminares apresentaram resultado positivo para cocaína e, caso a hipótese seja confirmada, o volume pode variar de 20 a 50 toneladas.
Além disso, a Aduana do Chile já havia apreendido 100 toneladas de cocaína provenientes da Bolívia no início de junho, indicando que as apreensões no Brasil e no Chile têm origem no mesmo local de produção na Bolívia. A operação ocorre em áreas sob regime de ACI (Área de Controle Integrado), com as cargas sob total controle das autoridades brasileiras, e foi concedido acesso à Aduana Nacional da Bolívia para acompanhamento das verificações.
A Receita Federal ressaltou que não há, em qualquer hipótese, possibilidade de retorno das cargas ao território boliviano, e as cargas permanecem sob fiscalização, com procedimentos técnicos e periciais em andamento.

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