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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Operação Distrato desarticula esquema de fraude bilionária de ICMS em SP

Policial

Operação Distrato desarticula esquema de fraude bilionária de ICMS em SP

Operação Distrato desarticula esquema de fraude de ICMS que causou prejuízo de R$ 3,8 bilhões.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h21
Operação Distrato desarticula esquema de fraude bilionária de ICMS em SP

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A Operação Distrato, deflagrada na manhã de hoje, tem como objetivo desarticular um esquema que envolve a venda de créditos falsos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A fraude, que gerou um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado de São Paulo, foi classificada como uma ‘fraude bem grosseira’ pelo promotor Alexandre Castilho, do Ministério Público de São Paulo.

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Segundo Castilho, a investigação, que já dura mais de um ano, culminou em 38 mandados de busca e apreensão em várias cidades de São Paulo e do Paraná. Entre os alvos principais da operação está o grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório em São Paulo foi alvo de buscas. Em Londrina, no Paraná, a advogada Mayra de Paula, apontada como ‘sócia’ de Wilians nas supostas fraudes, também foi investigada.

“Até ontem faziam a mesma fraude”, afirmou o promotor, ressaltando que o sucesso inicial do golpe fez com que ele fosse copiado por outros escritórios.

A investigação revelou que escritórios de advocacia e consultorias ofereciam os créditos com deságio, apresentando-os como parte de um planejamento tributário legal. Os intermediários lucravam milhões, chegando a cobrar honorários de êxito de até 70% sobre o valor dos impostos que as empresas deixavam de recolher ao Estado.

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Castilho também não descartou a possibilidade de que prejuízos bilionários semelhantes possam ocorrer em todo o país, incluindo o não pagamento de impostos federais. O modo de operação do esquema envolvia falsificações consideradas ‘grosseiras’, conforme indicado pelo procurador do Estado, Alisson Julian Rhenns.

O auditor da Receita Estadual, Ronaldo Mello Nogueira, explicou que o grupo falsificava despachos da Secretaria da Fazenda, exibia telas falsas de quitação de infrações, inventava garantias e apólices de seguro falsas, além de contratar figurantes para atuar como auditores fiscais em reuniões virtuais com os clientes. Em uma das empresas vítimas, o valor da fraude chegou a R$ 80 milhões.

Até o momento, a Secretaria da Fazenda identificou 752 empresas envolvidas no esquema, que foram autuadas pelo uso de créditos ilegais. As provas apreendidas, que incluem documentos e equipamentos eletrônicos, serão compartilhadas com outros estados e com o Ministério Público Federal (MPF) para dar continuidade aos desdobramentos e buscar bloqueios patrimoniais dos investigados.

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Em nota, o escritório de Nelson Wilians informou que está colaborando com as autoridades, afirmando que recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com ‘serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo’. O espaço permanece aberto para comentários de todos os envolvidos.

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A Operação Distrato, deflagrada na manhã de hoje, tem como objetivo desarticular um esquema que envolve a venda de créditos falsos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A fraude, que gerou um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado de São Paulo, foi classificada como uma ‘fraude bem grosseira’ pelo promotor Alexandre Castilho, do Ministério Público de São Paulo.

Segundo Castilho, a investigação, que já dura mais de um ano, culminou em 38 mandados de busca e apreensão em várias cidades de São Paulo e do Paraná. Entre os alvos principais da operação está o grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório em São Paulo foi alvo de buscas. Em Londrina, no Paraná, a advogada Mayra de Paula, apontada como ‘sócia’ de Wilians nas supostas fraudes, também foi investigada.

“Até ontem faziam a mesma fraude”, afirmou o promotor, ressaltando que o sucesso inicial do golpe fez com que ele fosse copiado por outros escritórios.

A investigação revelou que escritórios de advocacia e consultorias ofereciam os créditos com deságio, apresentando-os como parte de um planejamento tributário legal. Os intermediários lucravam milhões, chegando a cobrar honorários de êxito de até 70% sobre o valor dos impostos que as empresas deixavam de recolher ao Estado.

Castilho também não descartou a possibilidade de que prejuízos bilionários semelhantes possam ocorrer em todo o país, incluindo o não pagamento de impostos federais. O modo de operação do esquema envolvia falsificações consideradas ‘grosseiras’, conforme indicado pelo procurador do Estado, Alisson Julian Rhenns.

O auditor da Receita Estadual, Ronaldo Mello Nogueira, explicou que o grupo falsificava despachos da Secretaria da Fazenda, exibia telas falsas de quitação de infrações, inventava garantias e apólices de seguro falsas, além de contratar figurantes para atuar como auditores fiscais em reuniões virtuais com os clientes. Em uma das empresas vítimas, o valor da fraude chegou a R$ 80 milhões.

Até o momento, a Secretaria da Fazenda identificou 752 empresas envolvidas no esquema, que foram autuadas pelo uso de créditos ilegais. As provas apreendidas, que incluem documentos e equipamentos eletrônicos, serão compartilhadas com outros estados e com o Ministério Público Federal (MPF) para dar continuidade aos desdobramentos e buscar bloqueios patrimoniais dos investigados.

Em nota, o escritório de Nelson Wilians informou que está colaborando com as autoridades, afirmando que recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com ‘serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo’. O espaço permanece aberto para comentários de todos os envolvidos.

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