Com diversos métodos disponíveis, a contracepção hormonal ou não hormonal deve ser escolhida com base em fatores clínicos, pessoais e com acompanhamento médico
Os métodos anticoncepcionais hormonais são uma forma de evitar a gravidez e tratar condições ginecológicas específicas. Entre as opções disponíveis, destacam-se as pílulas orais combinadas (com estrogênio e progesterona), as pílulas somente com progesterona, os adesivos transdérmicos, os injetáveis, os anéis vaginais, os implantes subcutâneos e os dispositivos intrauterinos (DIU) hormonais.
As pílulas orais combinadas inibem a ovulação por meio do fornecimento constante de estrogênio e progesterona sintéticos. Já as minipílulas, compostas apenas por progesterona, são indicadas para mulheres que não podem utilizar estrogênio, como lactantes ou pessoas com risco de trombose.
O adesivo transdérmico libera hormônios através da pele e deve ser trocado todas as semanas, enquanto o anel vaginal é substituído mensalmente. Ambos os métodos são práticos para quem não deseja o uso diário. Já o implante subcutâneo é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, liberando progesterona por até três anos.
O DIU hormonal, por sua vez, é inserido no útero e dispensa pequenas quantidades de levonorgestrel, com proteção de até cinco anos. Além de proteger das gestações, pode reduzir o fluxo menstrual e aliviar sintomas de cólicas intensas.
A nova geração de pílulas sem estrogênio
A alta concentração de estrogênio presente nas primeiras pílulas anticoncepcionais, lançadas na década de 1960, estava associada a efeitos colaterais importantes, como aumento de peso, dor nas mamas e, principalmente, maior risco de trombose.
Diante dessas evidências, as indústrias farmacêuticas passaram a reformular os contraceptivos com o nível hormonal mais baixo. Entre eles, destaca-se o Slinda, que contém apenas drospirenona, um tipo de progesterona com propriedades que auxiliam na prevenção da gravidez, na retenção de líquidos e no controle da acne.
A existência de pílulas com diferentes composições amplia as possibilidades terapêuticas e permite uma abordagem mais personalizada, especialmente em pacientes com histórico de enxaqueca ou hipertensão.
Métodos não hormonais: alternativas viáveis
Para quem prefere evitar o uso de hormônios, os métodos não hormonais são um caminho possível. O principal exemplo é o DIU de cobre, que, ao ser colocado no útero, cria um ambiente desfavorável à fertilização – pode durar até dez anos, dependendo do modelo.
Outras alternativas incluem os preservativos (masculinos e femininos), o diafragma, o espermicida e o método da tabelinha – todos com diferentes níveis de eficácia. A laqueadura tubária é uma forma de contracepção definitiva, assim como a vasectomia, no caso dos homens.
Considerações sobre a escolha do método ideal
O método anticoncepcional mais adequado envolve a avaliação de fatores clínicos, estilo de vida, histórico médico e desejos reprodutivos da paciente. Mulheres com sintomas de distúrbios hormonais, como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ou endometriose, podem se beneficiar de métodos hormonais que oferecem alívio sintomático além da contracepção.
Por outro lado, mulheres com histórico de trombose, hipertensão não controlada ou intolerância a hormônios podem encontrar nos métodos não hormonais uma alternativa mais segura. Independentemente da escolha, conte com a orientação de um profissional da saúde para garantir bem-estar ao longo do uso.
Créditos: Liudmila Chernetska/iStock
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