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Política

Ouvidor pede investigação sobre suposta intimidação a motorista de Haddad

Ouvidor da Polícia de SP vê indícios de intimidação em caso envolvendo Haddad e pede investigação.

15/08/2026 · 11h24
Ouvidor pede investigação sobre suposta intimidação a motorista de Haddad

Mauro Caseri, ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, vê indícios de intimidação na abordagem ao motorista de Fernando Haddad. Ele pediu à Corregedoria da Polícia Militar uma investigação ampla para apurar o caso.

O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Mauro Caseri, manifestou preocupação com um incidente envolvendo policiais militares e o motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo. Em declaração feita na sexta-feira (14), Caseri apontou indícios de possível intimidação e pediu uma investigação ampla da Corregedoria da Polícia Militar.

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Ao comentar o caso, o ouvidor destacou que a apuração não deve se restringir à verificação de uma abordagem inadequada. “Há indícios de intimidação no meu ponto de vista. Pode ter sido uma baita coincidência”, disse Caseri.

Ele defendeu que seja esclarecida a informação de que uma viatura da polícia teria seguido ou acompanhado o veículo depois que o motorista deixou Haddad em casa. “História de seguir, de acompanhar, eu iria além no meu ponto de vista”, afirmou.

Caseri também levantou a possibilidade de quebra do sigilo telefônico dos policiais envolvidos, sob o argumento de que a medida ajudaria a esclarecer a situação. “Solicitaria a quebra do sigilo telefônico dos dois soldados que estavam na viatura, por conta de quem é a pessoa e pela circunstância”, defendeu.

Para o ouvidor, é preciso investigar se os policiais reconheceram Haddad e se isso influenciou a decisão de acompanhar o veículo. “Precisamos entender isso”, disse.

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Versão dos policiais e resposta da Secretaria

Caseri criticou a manifestação da Secretaria da Segurança Pública, que apontou não haver irregularidades na conduta dos policiais. Para o ouvidor, conclusões definitivas só podem ser alcançadas depois de um aprofundamento das investigações. “Tem que ser apurado na Corregedoria se houve erro ou não”, declarou.

O ouvidor ressaltou ainda que a condição de Haddad como figura pública deve ser levada em conta na análise do caso. “Se fosse um cidadão comum, levaria em conta a abordagem. Agora, não é um cidadão comum. A Corregedoria deve apurar e investigar”, afirmou.

Caseri mencionou também a versão apresentada pelos policiais, que alegaram estar na região por causa de uma ocorrência de furto. Ele questionou a justificativa e pediu verificação detalhada. “Pelo que entendi, pelos relatos dos policiais, tinha um caso de um furto, mas nada bate com o carro que o Haddad estava, horário, nada”, disse.

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O ouvidor afirmou, por fim, que a Ouvidoria já encaminhou o caso à Corregedoria e que a investigação deve seguir os procedimentos padrão. “Estamos tratando da maneira como tratamos todas as denúncias. Já encaminhamos para a Corregedoria e pedimos apuração”, concluiu.

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Mauro Caseri, ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, vê indícios de intimidação na abordagem ao motorista de Fernando Haddad. Ele pediu à Corregedoria da Polícia Militar uma investigação ampla para apurar o caso.

O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Mauro Caseri, manifestou preocupação com um incidente envolvendo policiais militares e o motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo. Em declaração feita na sexta-feira (14), Caseri apontou indícios de possível intimidação e pediu uma investigação ampla da Corregedoria da Polícia Militar.

Ao comentar o caso, o ouvidor destacou que a apuração não deve se restringir à verificação de uma abordagem inadequada. “Há indícios de intimidação no meu ponto de vista. Pode ter sido uma baita coincidência”, disse Caseri.

Ele defendeu que seja esclarecida a informação de que uma viatura da polícia teria seguido ou acompanhado o veículo depois que o motorista deixou Haddad em casa. “História de seguir, de acompanhar, eu iria além no meu ponto de vista”, afirmou.

Caseri também levantou a possibilidade de quebra do sigilo telefônico dos policiais envolvidos, sob o argumento de que a medida ajudaria a esclarecer a situação. “Solicitaria a quebra do sigilo telefônico dos dois soldados que estavam na viatura, por conta de quem é a pessoa e pela circunstância”, defendeu.

Para o ouvidor, é preciso investigar se os policiais reconheceram Haddad e se isso influenciou a decisão de acompanhar o veículo. “Precisamos entender isso”, disse.

Versão dos policiais e resposta da Secretaria

Caseri criticou a manifestação da Secretaria da Segurança Pública, que apontou não haver irregularidades na conduta dos policiais. Para o ouvidor, conclusões definitivas só podem ser alcançadas depois de um aprofundamento das investigações. “Tem que ser apurado na Corregedoria se houve erro ou não”, declarou.

O ouvidor ressaltou ainda que a condição de Haddad como figura pública deve ser levada em conta na análise do caso. “Se fosse um cidadão comum, levaria em conta a abordagem. Agora, não é um cidadão comum. A Corregedoria deve apurar e investigar”, afirmou.

Caseri mencionou também a versão apresentada pelos policiais, que alegaram estar na região por causa de uma ocorrência de furto. Ele questionou a justificativa e pediu verificação detalhada. “Pelo que entendi, pelos relatos dos policiais, tinha um caso de um furto, mas nada bate com o carro que o Haddad estava, horário, nada”, disse.

O ouvidor afirmou, por fim, que a Ouvidoria já encaminhou o caso à Corregedoria e que a investigação deve seguir os procedimentos padrão. “Estamos tratando da maneira como tratamos todas as denúncias. Já encaminhamos para a Corregedoria e pedimos apuração”, concluiu.

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