Após cirurgia no Hospital Gemelli, o pontífice ligou a Zelensky pedindo cessar-fogo em Oleshky. Ele denunciou falta de água, comida, remédios e energia e problemas para evacuar.
O Papa Leão XIV retomou os trabalhos diplomáticos após ser internado no Hospital Gemelli, em Roma, na última semana, para passar por uma cirurgia relacionada a um câncer de pulmão. Nesta segunda-feira (19/10), o pontífice telefonou para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e voltou a pedir uma trégua humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson, ocupada por forças russas.
A ligação teve foco na situação dos moradores de Oleshky, que enfrentam a falta de água, alimentos, medicamentos e eletricidade, além das dificuldades para deixar a região. As informações sobre os temas tratados durante a chamada indicaram preocupação com as condições humanitárias e com a segurança das pessoas que permanecem na cidade.
O pedido de trégua humanitária foi novamente colocado pelo pontífice como medida para facilitar o acesso de ajuda e a evacuação de civis em áreas afetadas pelos combates. A iniciativa insere-se na atuação diplomática que o Papa vinha retomando após o período de internação e do procedimento cirúrgico.
Nos últimos dias, a atenção internacional voltou-se para as condições em várias cidades da região de Kherson, onde relatos apontavam para interrupções de serviços essenciais e risco crescente à população civil. A chamada entre o pontífice e o presidente ucraniano destacou a urgência de ações destinadas a aliviar o sofrimento dos moradores dessas localidades.
Fontes próximas à interlocução mencionaram a necessidade de medidas imediatas para garantir abastecimento básico e assegurar corredores humanitários que permitam a saída de pessoas em situação de risco. A tensão na região e as restrições ao deslocamento aumentaram a complexidade das operações de ajuda.
A retomada das atividades diplomáticas pelo Papa, logo após a cirurgia, sinalizou que a agenda externa do pontífice continuaria a priorizar temas humanitários e de mediação em zonas de conflito. A chamada do dia 19 de outubro representou mais uma tentativa de mobilizar esforços internacionais em torno de uma trégua temporária para aliviar a crise em Oleshky.
A agenda completa das próximas iniciativas diplomáticas do pontífice não foi detalhada no comunicado sobre a ligação, mas a preocupação com as populações afetadas pelo conflito permanece como ponto central das ações anunciadas.

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