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Ciência e Espaço

Pesquisadores encontram fósseis de 2,1 bilhões de anos em mármore da UFMG

Pesquisadores da UFMG encontram fósseis de 2,1 bilhões de anos em mármores.

27/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h38
Pesquisadores encontram fósseis de 2,1 bilhões de anos em mármore da UFMG

Fósseis, incluindo estromatólitos, com idade estimada em 2,1 bilhões de anos foram identificados no revestimento de mármore do hall da UFMG. A descoberta, anunciada em 27/07/2026, foi liderada pelo prof. Kennedy Martinez.

Pesquisadores identificaram fósseis com idade estimada em cerca de 2,1 bilhões de anos no revestimento de mármore do hall de entrada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A informação foi divulgada pela instituição nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026.

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A descoberta, que inclui fósseis de estromatólitos, formações resultantes da atividade de microrganismos que desempenharam um papel essencial na oxigenação da atmosfera terrestre, foi realizada pelo professor Kennedy Martinez, do Departamento de Anatomia e Imagem da UFMG.

Segundo o estudo, as estruturas se formam pelo crescimento sucessivo de camadas bacterianas que acumulam sedimentos e minerais ao longo de milhares e milhões de anos, resultando em sua gradual calcificação. Os fósseis aparecem em cortes transversais da rocha, formando desenhos elípticos e circulares que lembram uma pelagem de onça.

“Cada uma dessas marcas corresponde a uma antiga colônia de cianobactérias que cresceu verticalmente, em um processo que podemos comparar ao empilhamento de moedas”, explica o professor.

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De acordo com Kennedy Martinez, há bilhões de anos, grande parte do território que hoje corresponde a Minas Gerais estava coberto por mares rasos e quentes, condições ideais para o desenvolvimento dos estromatólitos. As rochas presentes na UFMG têm origem na região de Ouro Preto, mais especificamente da antiga Pedreira Cumbi, conhecida pela extração de mármore dolomítico.

O professor destaca que o revestimento da faculdade é original e nunca passou por reformas significativas. A identificação dos fósseis foi possibilitada pela experiência do pesquisador em morfologia e anatomia, áreas que demandam atenção a formas e padrões.

Embora já suspeitasse da presença dos estromatólitos há cerca de oito anos, a confirmação ocorreu após registros fotográficos, comparações detalhadas e consultas a especialistas em paleontologia. Os fósseis podem ser observados no saguão principal da Faculdade de Medicina da UFMG e em áreas da biblioteca, transformando esses espaços de circulação cotidiana em ambientes de interesse geológico e paleontológico.

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Fósseis, incluindo estromatólitos, com idade estimada em 2,1 bilhões de anos foram identificados no revestimento de mármore do hall da UFMG. A descoberta, anunciada em 27/07/2026, foi liderada pelo prof. Kennedy Martinez.

Pesquisadores identificaram fósseis com idade estimada em cerca de 2,1 bilhões de anos no revestimento de mármore do hall de entrada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A informação foi divulgada pela instituição nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026.

A descoberta, que inclui fósseis de estromatólitos, formações resultantes da atividade de microrganismos que desempenharam um papel essencial na oxigenação da atmosfera terrestre, foi realizada pelo professor Kennedy Martinez, do Departamento de Anatomia e Imagem da UFMG.

Segundo o estudo, as estruturas se formam pelo crescimento sucessivo de camadas bacterianas que acumulam sedimentos e minerais ao longo de milhares e milhões de anos, resultando em sua gradual calcificação. Os fósseis aparecem em cortes transversais da rocha, formando desenhos elípticos e circulares que lembram uma pelagem de onça.

“Cada uma dessas marcas corresponde a uma antiga colônia de cianobactérias que cresceu verticalmente, em um processo que podemos comparar ao empilhamento de moedas”, explica o professor.

De acordo com Kennedy Martinez, há bilhões de anos, grande parte do território que hoje corresponde a Minas Gerais estava coberto por mares rasos e quentes, condições ideais para o desenvolvimento dos estromatólitos. As rochas presentes na UFMG têm origem na região de Ouro Preto, mais especificamente da antiga Pedreira Cumbi, conhecida pela extração de mármore dolomítico.

O professor destaca que o revestimento da faculdade é original e nunca passou por reformas significativas. A identificação dos fósseis foi possibilitada pela experiência do pesquisador em morfologia e anatomia, áreas que demandam atenção a formas e padrões.

Embora já suspeitasse da presença dos estromatólitos há cerca de oito anos, a confirmação ocorreu após registros fotográficos, comparações detalhadas e consultas a especialistas em paleontologia. Os fósseis podem ser observados no saguão principal da Faculdade de Medicina da UFMG e em áreas da biblioteca, transformando esses espaços de circulação cotidiana em ambientes de interesse geológico e paleontológico.

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