Atriz ironizou a tradicional expressão em campanha publicitária, o que foi interpretado como provocação política por internautas e opositores. Eduardo Bolsonaro reagiu descartando produto.
Um comercial de fim de ano estrelado pela atriz Fernanda Torres tornou-se o centro de uma intensa polêmica nas redes sociais nesta semana. A campanha, que visava promover uma marca de calçados (chinelos), foi retirada do ar após uma onda de críticas e ameaças de boicote por parte de internautas que interpretaram o roteiro como uma provocação política.
No vídeo, Fernanda Torres, conhecida por seu posicionamento progressista e apoio ao presidente Lula, brinca com a superstição de “entrar no ano novo com o pé direito”.
A Fala Polêmica
Na peça publicitária, a atriz dizia:
“Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar: sorte não depende de você, né? Depende de sorte”.
Embora a expressão “pé direito” seja culturalmente associada à boa sorte, a fala foi lida por apoiadores do espectro político da direita como uma indireta ou deboche.
Reação e Ataques
Imediatamente após a viralização, o perfil da atriz no Instagram foi inundado por comentários negativos. Seguidores acusaram Fernanda de misturar política com publicidade e relembraram seu uso da Lei Rouanet.
“Como você é boa para estragar uma marca”, escreveu um usuário. Outros ironizaram a situação comentando “Vamos começar o ano com o pé direito” em diversas fotos da artista. Diante da repercussão negativa, a empresa responsável pela campanha removeu o vídeo de seus canais oficiais. Até o momento, nem a marca nem a atriz emitiram nota oficial sobre o episódio.
Repercussão Política
A controvérsia ultrapassou a esfera do entretenimento e atingiu a política. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais criticando a campanha. Nas imagens, ele aparece descartando um par de chinelos da marca no lixo, com a legenda: “Eu vou começar o ano com o pé direito sim”.
O episódio reacende o debate sobre a polarização no Brasil e como marcas e figuras públicas enfrentam o desafio de navegar em um ambiente onde interpretações políticas são cada vez mais frequentes em conteúdos de consumo.
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