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Aracaju, Quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Polícia Federal deflagra Operação Disclosure sobre fraudes da Americanas

Policial

Polícia Federal deflagra Operação Disclosure sobre fraudes da Americanas

Polícia Federal inicia a Operação Disclosure para investigar fraudes na Americanas.

25/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h41
Polícia Federal deflagra Operação Disclosure sobre fraudes da Americanas

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Disclosure, que investiga possíveis irregularidades no rombo financeiro da Americanas. Em janeiro de 2023, a empresa varejista havia comunicado ao mercado a detecção de inconsistências em seus lançamentos contábeis, inicialmente estimadas em R$ 20 bilhões.

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Após uma análise mais profunda, a Americanas verificou que sua dívida ultrapassava R$ 40 bilhões. Poucos dias após a divulgação desse rombo, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial, aceito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda em janeiro de 2023.

Na ocasião, as Lojas Americanas e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) enviaram informações aos procuradores do Rio de Janeiro para colaborar nas investigações sobre a fraude financeira. A empresa firmou acordos de delação para identificar os responsáveis e entender a extensão do problema, revelando que membros da diretoria estavam cientes da fraude e tentaram ocultar a verdadeira situação patrimonial e de resultados da companhia.

Como consequência, as ações da Americanas sofreram uma queda significativa. A varejista só voltaria a divulgar seus balanços em novembro de 2023. O plano de recuperação judicial foi aceito pela assembleia de credores em dezembro de 2023, com uma proposta que incluía uma injeção de R$ 12 bilhões pelos acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, além de uma conversão de dívida em ações da empresa.

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Após o escândalo, a empresa declarou ter adotado uma “estratégia de reestruturação e otimização” visando tornar suas operações mais ágeis e rentáveis. No quarto trimestre de 2025, a Americanas reportou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo significativamente o resultado negativo de R$ 586 milhões do final de 2024.

Em março de 2026, a Americanas solicitou a saída da recuperação judicial, com o CEO Fernando Soares afirmando que a empresa havia cumprido 100% do plano. O pedido foi protocolado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e, durante a divulgação de resultados do primeiro bimestre de 2026, a companhia informou que o Ministério Público e o administrador judicial já haviam dado parecer favorável à solicitação.

Além disso, a empresa recebeu autorização de seus credores para vender um conjunto de imóveis, com um valor total estimado entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões, comprometendo-se a destinar 60% do valor líquido que exceder R$ 200 milhões para a amortização ou resgate antecipado de debêntures.

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Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo de operações de busca e apreensão, esclarecendo que a Operação Disclosure diz respeito à fraude revelada em 2023. A companhia se comprometeu a colaborar com as investigações, reiterando seu interesse no esclarecimento dos fatos.

A Operação Disclosure, desdobramento de uma investigação anterior, cumpre nove mandados de busca e apreensão e pede o bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões. As ações estão sendo realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, com foco nos empresários Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann. Os investigadores indicam que os suspeitos teriam conhecimento de fraudes contábeis cometidas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Disclosure, que investiga possíveis irregularidades no rombo financeiro da Americanas. Em janeiro de 2023, a empresa varejista havia comunicado ao mercado a detecção de inconsistências em seus lançamentos contábeis, inicialmente estimadas em R$ 20 bilhões.

Após uma análise mais profunda, a Americanas verificou que sua dívida ultrapassava R$ 40 bilhões. Poucos dias após a divulgação desse rombo, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial, aceito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda em janeiro de 2023.

Na ocasião, as Lojas Americanas e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) enviaram informações aos procuradores do Rio de Janeiro para colaborar nas investigações sobre a fraude financeira. A empresa firmou acordos de delação para identificar os responsáveis e entender a extensão do problema, revelando que membros da diretoria estavam cientes da fraude e tentaram ocultar a verdadeira situação patrimonial e de resultados da companhia.

Como consequência, as ações da Americanas sofreram uma queda significativa. A varejista só voltaria a divulgar seus balanços em novembro de 2023. O plano de recuperação judicial foi aceito pela assembleia de credores em dezembro de 2023, com uma proposta que incluía uma injeção de R$ 12 bilhões pelos acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, além de uma conversão de dívida em ações da empresa.

Após o escândalo, a empresa declarou ter adotado uma “estratégia de reestruturação e otimização” visando tornar suas operações mais ágeis e rentáveis. No quarto trimestre de 2025, a Americanas reportou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo significativamente o resultado negativo de R$ 586 milhões do final de 2024.

Em março de 2026, a Americanas solicitou a saída da recuperação judicial, com o CEO Fernando Soares afirmando que a empresa havia cumprido 100% do plano. O pedido foi protocolado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e, durante a divulgação de resultados do primeiro bimestre de 2026, a companhia informou que o Ministério Público e o administrador judicial já haviam dado parecer favorável à solicitação.

Além disso, a empresa recebeu autorização de seus credores para vender um conjunto de imóveis, com um valor total estimado entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões, comprometendo-se a destinar 60% do valor líquido que exceder R$ 200 milhões para a amortização ou resgate antecipado de debêntures.

Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo de operações de busca e apreensão, esclarecendo que a Operação Disclosure diz respeito à fraude revelada em 2023. A companhia se comprometeu a colaborar com as investigações, reiterando seu interesse no esclarecimento dos fatos.

A Operação Disclosure, desdobramento de uma investigação anterior, cumpre nove mandados de busca e apreensão e pede o bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões. As ações estão sendo realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, com foco nos empresários Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann. Os investigadores indicam que os suspeitos teriam conhecimento de fraudes contábeis cometidas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

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