O Brasil manifestou satisfação com o acordo que encerra o conflito entre Estados Unidos e Irã. O Itamaraty exige cumprimento dos termos e suspensão de sanções.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou um comunicado na noite de quinta-feira (18), expressando a satisfação do governo brasileiro com o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã. O documento marca o fim do conflito iniciado em fevereiro e estabelece medidas importantes para a economia e a segurança internacional, incluindo o término do bloqueio a navios iranianos e a suspensão de sanções.
No comunicado, o Itamaraty enfatizou a importância do cumprimento dos termos do acordo por ambas as partes e solicitou a cessação das “hostilidades em todas as frentes”. O governo brasileiro destacou que “o diálogo diplomático constitui a única via para a estabilidade e a segurança duradouras no Oriente Médio”.
“O governo brasileiro recebe com satisfação a assinatura de Memorando de Entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que prevê o fim do conflito iniciado em 28/2 no Oriente Médio”, afirmou o comunicado.
O Brasil exortou as partes a seguirem estritamente os termos acordados e apelou, especialmente, à completa cessação das hostilidades, incluindo no Líbano. A nota ainda ressaltou a necessidade de manter o engajamento em negociações de boa-fé e fortalecer a confiança mútua para assegurar a conclusão de um acordo de paz abrangente.
O acordo, que já está em vigor, foi um dos principais assuntos discutidos entre as potências globais durante o encontro do G7, onde foram analisadas as implicações da reaproximação entre Washington e Teerã para a segurança e a economia global. As repercussões do acordo tiveram um impacto imediato no mercado de petróleo, com o barril Brent, referência global, apresentando uma queda superior a 3%, sendo negociado a US$ 77. O petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou quase 4%, alcançando US$ 74 por barril.
Apesar da vigência do acordo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou que o presidente norte-americano, Donald Trump, poderá retomar ataques militares caso Teerã não cumpra as obrigações estabelecidas no pacto.
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