O Brasil enfrenta uma contradição econômica: o PIB cresce, mas a produtividade por horas trabalhadas recuou no primeiro trimestre de 2026. O país perdeu sete posições no ranking mundial de competitividade.
Uma pesquisa realizada pelo Ibre/FGV revelou que a produtividade por horas trabalhadas no Brasil recuou no primeiro trimestre de 2026. Este cenário preocupante levou o país a cair sete posições no ranking mundial de competitividade.
Em uma análise sobre a situação econômica brasileira, o colunista Gilvan Bueno, do CNN Money, destacou que o crescimento do PIB, embora inconsistente, oculta a real falta de força produtiva do país. Segundo Bueno, a aparente expansão econômica não reflete um verdadeiro avanço na capacidade produtiva nacional.
Gilvan Bueno ressaltou a contradição enfrentada pelo Brasil: enquanto a competitividade e a produtividade apresentam queda, o PIB continua a crescer. “Nos últimos 40 anos, o Brasil tem um PIB que vem caindo, não tem um crescimento constante”, afirmou o especialista.
Ele apontou que boa parte do crescimento do PIB é impulsionada pelo agronegócio, o que transforma o Brasil em um grande produtor de commodities. Contudo, isso ocorre sem a atração e retenção de talentos ou a geração de maior produtividade. “O Brasil tem um PIB com muita transferência de renda, muitas isenções tributárias, muitas considerações para alguns setores produtivos que acabam não trazendo um crescimento constante”, concluiu.
A análise de Bueno levanta questionamentos sobre a eficiência econômica do país e sugere a necessidade de uma reavaliação das políticas que atualmente são adotadas. A manutenção de um crescimento econômico sólido e sustentável exige um investimento em inovação e capacitação da força de trabalho, além da criação de um ambiente favorável para o desenvolvimento de novos negócios e tecnologias.
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