Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Domingo, 21 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Produtividade do Brasil cai 0,5% e ameaça competitividade do país

Brasil

Produtividade do Brasil cai 0,5% e ameaça competitividade do país

Estudo aponta que a baixa produtividade compromete a competitividade do Brasil.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h23
Produtividade do Brasil cai 0,5% e ameaça competitividade do país

Publicidade

Levantamento da FGV Ibre revela queda na produtividade brasileira no início de 2026. O dado acende alerta sobre desafios estruturais que travam o crescimento econômico nacional.

Publicidade

Publicidade

A baixa produtividade continua a ser um desafio crônico da economia brasileira, conforme evidenciado por dados recentes. Um levantamento do FGV Ibre aponta uma queda de 0,5% na produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre de 2026, refletindo uma tendência que preocupa o país há décadas.

A competitividade de uma nação abrange mais do que números; ela envolve a qualidade do ambiente institucional, econômico e estrutural que influencia a capacidade produtiva e a eficiência do setor privado. A consultora econômica e pesquisadora da FGV-EESP, Tatiana Pinheiro, destaca que um dos caminhos para aumentar a produtividade e a competitividade do Brasil é a qualificação da força de trabalho.

“Vemos um quadro já de três décadas com o agronegócio apresentando crescimento da produtividade, enquanto indústria e serviços seguem estagnados. Tudo isso se sobrepõe ao desempenho do agro e o total é o quadro apontado pelo Ibre.”

De acordo com Carlos Honorato, da FIA Business School, a competitividade brasileira enfrenta gargalos em várias frentes. Ele ressalta que há uma dificuldade básica na formação educacional, que inclui o conhecimento de matemática, português e linguagem, desde a educação básica até a formação profissional.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O desempenho dos setores produtivos revela uma divisão persistente. Tatiana Pinheiro observa que o agronegócio tem se destacado, enquanto a indústria e os serviços permanecem estagnados. Esse desequilíbrio é ainda mais preocupante considerando que o setor de serviços tem um peso significativo no PIB, o que influencia negativamente o desempenho geral da economia.

Além disso, a taxa básica de juros elevada, atualmente em 14,25% ao ano, desencoraja o investimento produtivo no Brasil. Tatiana Pinheiro enfatiza que a ligação entre custos, produtividade e o debate sobre o fim da escala 6×1 precisa ser mais aprofundada.

“O plano deveria ser mais debatido, isso porque o assunto precisa ser endereçado e quanto mais consenso, melhor.”

Publicidade

Honorato menciona também a alta informalidade no mercado de trabalho como um fator que dificulta a incorporação de mão de obra qualificada e a melhoria da capacidade produtiva, mesmo em setores avançados. Obstáculos como logística e carga tributária são citados como barreiras que limitam o desempenho produtivo do país.

No cenário internacional, o Brasil caiu sete posições no ranking de competitividade e ocupa agora o 65º lugar entre 70 economias avaliadas, conforme um estudo de 2026 do IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. Analisando os países no topo do ranking, como Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos, Honorato destaca a importância de uma visão estratégica de longo prazo.

Tatiana Ribeiro complementa que os fatores considerados no ranking incluem o custo de capital, a fragilidade institucional e a qualidade da mão de obra, ressaltando que “o grande ponto da queda é a força de trabalho”.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

Levantamento da FGV Ibre revela queda na produtividade brasileira no início de 2026. O dado acende alerta sobre desafios estruturais que travam o crescimento econômico nacional.

A baixa produtividade continua a ser um desafio crônico da economia brasileira, conforme evidenciado por dados recentes. Um levantamento do FGV Ibre aponta uma queda de 0,5% na produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre de 2026, refletindo uma tendência que preocupa o país há décadas.

A competitividade de uma nação abrange mais do que números; ela envolve a qualidade do ambiente institucional, econômico e estrutural que influencia a capacidade produtiva e a eficiência do setor privado. A consultora econômica e pesquisadora da FGV-EESP, Tatiana Pinheiro, destaca que um dos caminhos para aumentar a produtividade e a competitividade do Brasil é a qualificação da força de trabalho.

“Vemos um quadro já de três décadas com o agronegócio apresentando crescimento da produtividade, enquanto indústria e serviços seguem estagnados. Tudo isso se sobrepõe ao desempenho do agro e o total é o quadro apontado pelo Ibre.”

De acordo com Carlos Honorato, da FIA Business School, a competitividade brasileira enfrenta gargalos em várias frentes. Ele ressalta que há uma dificuldade básica na formação educacional, que inclui o conhecimento de matemática, português e linguagem, desde a educação básica até a formação profissional.

O desempenho dos setores produtivos revela uma divisão persistente. Tatiana Pinheiro observa que o agronegócio tem se destacado, enquanto a indústria e os serviços permanecem estagnados. Esse desequilíbrio é ainda mais preocupante considerando que o setor de serviços tem um peso significativo no PIB, o que influencia negativamente o desempenho geral da economia.

Além disso, a taxa básica de juros elevada, atualmente em 14,25% ao ano, desencoraja o investimento produtivo no Brasil. Tatiana Pinheiro enfatiza que a ligação entre custos, produtividade e o debate sobre o fim da escala 6×1 precisa ser mais aprofundada.

“O plano deveria ser mais debatido, isso porque o assunto precisa ser endereçado e quanto mais consenso, melhor.”

Honorato menciona também a alta informalidade no mercado de trabalho como um fator que dificulta a incorporação de mão de obra qualificada e a melhoria da capacidade produtiva, mesmo em setores avançados. Obstáculos como logística e carga tributária são citados como barreiras que limitam o desempenho produtivo do país.

No cenário internacional, o Brasil caiu sete posições no ranking de competitividade e ocupa agora o 65º lugar entre 70 economias avaliadas, conforme um estudo de 2026 do IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. Analisando os países no topo do ranking, como Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos, Honorato destaca a importância de uma visão estratégica de longo prazo.

Tatiana Ribeiro complementa que os fatores considerados no ranking incluem o custo de capital, a fragilidade institucional e a qualidade da mão de obra, ressaltando que “o grande ponto da queda é a força de trabalho”.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA