Lula está em Minas Gerais sem definir apoio para outubro. Após saída de Pacheco, PT se reúne mas não chega a um nome. Palanque mineiro segue em aberto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza compromissos em Minas Gerais nesta sexta-feira (19), mesmo sem uma definição sobre o palanque eleitoral no estado para as eleições de outubro. A expectativa é de que, durante a visita, Lula trate da situação política local, especialmente após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao governo mineiro.
Na manhã da quinta-feira (18), houve uma reunião entre o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a bancada mineira, além do diretório estadual da sigla, para discutir o cenário eleitoral. Contudo, nenhum nome foi definido para liderar a chapa estadual.
Participantes da reunião relataram que o PT de Minas apresentou uma pesquisa com nomes de possíveis candidatos, mas o partido ainda busca um candidato próprio para as eleições.
A pesquisa quantitativa indicou que a ex-prefeita de Contagem é um nome forte, no entanto, o PT deve manter a candidatura de Marília Campos ao Senado. Outros dois nomes testados foram os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que também se destacaram nas intenções de voto em comparação a pré-candidatos de partidos aliados.
O diretório estadual do PT está ansioso por uma reunião com o presidente Lula antes de definir oficialmente quem será o cabeça de chapa. Durante a visita, os petistas mineiros acompanharão Lula em seus compromissos e esperam discutir a situação do palanque.
Lula começará a agenda em Belo Horizonte, onde fará anúncios relacionados à assistência oncológica no SUS (Sistema Único de Saúde), incluindo a transformação do Hospital Luxemburgo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará do evento ao lado do presidente.
Após a agenda na capital, Lula irá a Divinópolis, onde inaugurará o Hospital Regional da cidade, que possui cerca de 230 mil habitantes. A construção deste hospital, iniciada em 2010 e paralisada por anos, foi retomada em 2023 com recursos do Termo de Medidas de Reparação, após o rompimento da barragem em Brumadinho, que resultou na morte de 272 pessoas.
Embora o hospital tenha sido construído com recursos do governo estadual, será administrado pela HU Brasil pelos próximos 20 anos, com um custo anual previsto de R$ 341 milhões, sendo parte financiada pelo Ministério da Saúde e outra parte pelo Ministério da Educação. O atendimento será 100% direcionado para o SUS.
O ex-governador Romeu Zema, que se opõe a Lula, criticou a participação do presidente na inauguração do hospital, afirmando que é uma tentativa de passar a impressão de que trabalhou pela conclusão da obra.
A transferência do hospital para a UFSJ (Universidade Federal de São João Del-Rei) ocorreu após a sanção de um projeto de lei em dezembro de 2025. O governo federal estima que o hospital estará em pleno funcionamento até maio de 2027, com 198 leitos disponíveis e cerca de 1.096 trabalhadores.
Apesar das disputas políticas em torno da obra, integrantes do PT acreditam que a presença de Lula em Minas Gerais pode auxiliar nas articulações para a formação do palanque governista para as eleições.
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