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Aracaju, Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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PF mira líder do governo no Senado em operação sobre ‘Emenda Master’

Política

PF mira líder do governo no Senado em operação sobre ‘Emenda Master’

A 'Emenda Master' gerou polêmica na Operação Compliance Zero, envolvendo o senador Jaques Wagner.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h47
PF mira líder do governo no Senado em operação sobre ‘Emenda Master’

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Jaques Wagner foi alvo da PF em operação que investiga proposta para ampliar cobertura do FGC. A emenda beneficiaria o Banco Master e foi rejeitada pelo Senado.

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A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã de quinta-feira (18), uma operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ação trouxe à tona a discussão sobre a chamada “emenda Master”, uma proposta que, embora tenha sido rejeitada no Senado, gerou polêmica por suas implicações no sistema financeiro.

A emenda visava aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo os investigadores, essa mudança beneficiaria diretamente o Banco Master, que utiliza a garantia do FGC como uma de suas principais estratégias para captar recursos no mercado.

De acordo com a PF, a emenda não teria sido uma iniciativa de parlamentares, mas sim elaborada dentro do próprio Banco Master. O texto foi encaminhado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que o apresentou ao Congresso em anexo a uma proposta de emenda constitucional que buscava autonomia orçamentária para o Banco Central.

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria se manifestado sobre a aprovação da emenda, afirmando que ela “saiu exatamente como mandou”, conforme registrado nos autos da Operação Compliance Zero.

A proposta, apelidada de “Emenda Master”, ganhou destaque devido ao seu potencial de fortalecer o modelo de negócios do banco, permitindo que investidores aplicassem valores maiores com uma maior proteção garantida em caso de eventual falência da instituição financeira. Dessa forma, a capacidade de captação do Banco Master seria ampliada.

As atenções se voltaram para este tema após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que atingiu o senador Jaques Wagner. A PF investiga se Wagner utilizou sua influência política para favorecer a tramitação de medidas relacionadas ao Banco Master, incluindo discussões sobre a ampliação do crédito consignado e o acompanhamento de pautas estratégicas para o grupo empresarial de Vorcaro.

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Além disso, a apuração investiga a possível concessão de vantagens indevidas a Wagner, uma hipótese que ele nega. Até o momento, não há condenação ou acusação formal, e as suspeitas permanecem sob investigação. O senador nega ter atuado em favor dos interesses do Banco Master.

A origem da chamada Emenda Master remete ao contexto político do governo de Jair Bolsonaro, sendo inicialmente associada ao senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil. As investigações da PF indicam que essa proposta legislativa, que possui um potencial impacto bilionário no sistema financeiro, foi concebida para atender interesses privados específicos, utilizando a atuação de agentes políticos para facilitar sua tramitação.

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A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã de quinta-feira (18), uma operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ação trouxe à tona a discussão sobre a chamada “emenda Master”, uma proposta que, embora tenha sido rejeitada no Senado, gerou polêmica por suas implicações no sistema financeiro.

A emenda visava aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo os investigadores, essa mudança beneficiaria diretamente o Banco Master, que utiliza a garantia do FGC como uma de suas principais estratégias para captar recursos no mercado.

De acordo com a PF, a emenda não teria sido uma iniciativa de parlamentares, mas sim elaborada dentro do próprio Banco Master. O texto foi encaminhado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que o apresentou ao Congresso em anexo a uma proposta de emenda constitucional que buscava autonomia orçamentária para o Banco Central.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria se manifestado sobre a aprovação da emenda, afirmando que ela “saiu exatamente como mandou”, conforme registrado nos autos da Operação Compliance Zero.

A proposta, apelidada de “Emenda Master”, ganhou destaque devido ao seu potencial de fortalecer o modelo de negócios do banco, permitindo que investidores aplicassem valores maiores com uma maior proteção garantida em caso de eventual falência da instituição financeira. Dessa forma, a capacidade de captação do Banco Master seria ampliada.

As atenções se voltaram para este tema após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que atingiu o senador Jaques Wagner. A PF investiga se Wagner utilizou sua influência política para favorecer a tramitação de medidas relacionadas ao Banco Master, incluindo discussões sobre a ampliação do crédito consignado e o acompanhamento de pautas estratégicas para o grupo empresarial de Vorcaro.

Além disso, a apuração investiga a possível concessão de vantagens indevidas a Wagner, uma hipótese que ele nega. Até o momento, não há condenação ou acusação formal, e as suspeitas permanecem sob investigação. O senador nega ter atuado em favor dos interesses do Banco Master.

A origem da chamada Emenda Master remete ao contexto político do governo de Jair Bolsonaro, sendo inicialmente associada ao senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil. As investigações da PF indicam que essa proposta legislativa, que possui um potencial impacto bilionário no sistema financeiro, foi concebida para atender interesses privados específicos, utilizando a atuação de agentes políticos para facilitar sua tramitação.

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