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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Receita investiga esquema de fraudes com ICMS que causou prejuízo de R$ 3,8 bilhões

Policial

Receita investiga esquema de fraudes com ICMS que causou prejuízo de R$ 3,8 bilhões

Operação busca desarticular esquema fraudulento que causou R$ 3,8 bilhões em prejuízos.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h20
Receita investiga esquema de fraudes com ICMS que causou prejuízo de R$ 3,8 bilhões

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Uma operação foi deflagrada para desarticular um esquema que promovia a comercialização fraudulenta de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), utilizado por empresas para reduzir indevidamente o imposto devido ao Estado de São Paulo. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, e é coordenada pelo Cira-SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos), que cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.

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De acordo com Ronaldo Mello Nogueira, auditor da Receita Estadual de São Paulo, os escritórios de advocacia envolvidos no esquema utilizavam figurantes que simulavam ser auditores fiscais durante reuniões com os clientes. Essas encenações aconteciam principalmente por meio de videoconferências, onde advogados se reuniam com um ator para dar uma falsa impressão de legalidade ao planejamento tributário apresentado.

A fraude, que causou um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado de São Paulo, envolveu cerca de 752 empresas e funcionava através da venda de créditos de ICMS que eram falsos, inaptos ou relacionados a massas falidas. Segundo a Receita, os escritórios falsificavam documentos da Secretaria da Fazenda, apresentavam telas falsas de pagamento de autos de infração e forjavam apólices de seguro, garantindo aos clientes que essas apólices poderiam ser executadas em casos de confisco pelo Estado.

“Inventaram créditos, seguros, garantias, despachos”, destacou Nogueira, ressaltando que o golpe assemelha-se a um estelionato.

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Um dos principais alvos da operação é o grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório e uma mansão localizada no bairro dos Jardins, na capital paulista, foram alvo das buscas. No Paraná, a advogada Mayra de Paula também está sendo investigada e é considerada pelo Ministério Público como sócia de Wilians nas fraudes.

Os escritórios investigados chegaram a cobrar honorários de êxito de até 70% sobre o valor dos créditos de ICMS, que permitiam às empresas deixar de recolher os impostos devidos para remunerar os intermediários. O promotor Alexandre Castilho, do Ministério Público, classificou as falsificações como “grosseiras”, mas salientou que a complexidade da fraude se deve à ampla rede de laranjas e à ostentação utilizada para atrair vítimas, incluindo o uso de helicópteros.

Castilho ainda alertou que esquemas semelhantes podem estar prejudicando outros estados e mirando impostos federais em todo o Brasil.

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Em nota, o escritório de Nelson Wilians afirmou que está colaborando com as autoridades e que recebeu a medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e um espírito colaborativo, mantendo-se à disposição para o esclarecimento dos fatos.

O espaço permanece aberto para comentários de todos os envolvidos.

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Uma operação foi deflagrada para desarticular um esquema que promovia a comercialização fraudulenta de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), utilizado por empresas para reduzir indevidamente o imposto devido ao Estado de São Paulo. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, e é coordenada pelo Cira-SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos), que cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.

De acordo com Ronaldo Mello Nogueira, auditor da Receita Estadual de São Paulo, os escritórios de advocacia envolvidos no esquema utilizavam figurantes que simulavam ser auditores fiscais durante reuniões com os clientes. Essas encenações aconteciam principalmente por meio de videoconferências, onde advogados se reuniam com um ator para dar uma falsa impressão de legalidade ao planejamento tributário apresentado.

A fraude, que causou um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado de São Paulo, envolveu cerca de 752 empresas e funcionava através da venda de créditos de ICMS que eram falsos, inaptos ou relacionados a massas falidas. Segundo a Receita, os escritórios falsificavam documentos da Secretaria da Fazenda, apresentavam telas falsas de pagamento de autos de infração e forjavam apólices de seguro, garantindo aos clientes que essas apólices poderiam ser executadas em casos de confisco pelo Estado.

“Inventaram créditos, seguros, garantias, despachos”, destacou Nogueira, ressaltando que o golpe assemelha-se a um estelionato.

Um dos principais alvos da operação é o grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório e uma mansão localizada no bairro dos Jardins, na capital paulista, foram alvo das buscas. No Paraná, a advogada Mayra de Paula também está sendo investigada e é considerada pelo Ministério Público como sócia de Wilians nas fraudes.

Os escritórios investigados chegaram a cobrar honorários de êxito de até 70% sobre o valor dos créditos de ICMS, que permitiam às empresas deixar de recolher os impostos devidos para remunerar os intermediários. O promotor Alexandre Castilho, do Ministério Público, classificou as falsificações como “grosseiras”, mas salientou que a complexidade da fraude se deve à ampla rede de laranjas e à ostentação utilizada para atrair vítimas, incluindo o uso de helicópteros.

Castilho ainda alertou que esquemas semelhantes podem estar prejudicando outros estados e mirando impostos federais em todo o Brasil.

Em nota, o escritório de Nelson Wilians afirmou que está colaborando com as autoridades e que recebeu a medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e um espírito colaborativo, mantendo-se à disposição para o esclarecimento dos fatos.

O espaço permanece aberto para comentários de todos os envolvidos.

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