As Forças Armadas da Jordânia informaram que suas defesas aéreas interceptaram e derrubaram oito mísseis iranianos que se dirigiam ao país na madrugada desta quinta-feira (16). A informação foi divulgada pela imprensa estatal jordaniana.
Segundo as autoridades, destroços resultantes das interceptações caíram em diversos locais, mas não houve relatos de feridos ou danos significativos. As Forças Armadas jordanianas confirmaram a operação e a efetividade de suas defesas aéreas.
Por sua vez, o Exército iraniano afirmou ter atacado ativos militares dos Estados Unidos na Jordânia, incluindo ataques com drones contra sistemas de comunicação e instalações de armazenamento de combustível na base aérea de Al-Azraq. As informações foram reportadas pelas agências de notícias oficiais do Irã, como a IRNA e a Press TV.
O Comando Central dos EUA não comentou os relatos iranianos, e as informações não puderam ser verificadas de forma independente.
Durante a madrugada, o Ministério do Interior do Bahrein também alertou a população sobre sirenes soando, recomendando que os moradores buscassem abrigo. No Kuwait, as defesas aéreas estavam em alerta contra ataques de drones, conforme informado pelo Estado-Maior do Exército local. O Irã alegou que visou infraestrutura dos EUA em bases militares no Kuwait, segundo a agência semioficial Tasnim.
O porta-voz do comando central das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, declarou que, se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concretizar sua ameaça de atacar a infraestrutura do Irã, o país responderá com ataques que destruirão “toda a infraestrutura em toda a região”.
Zolfaghari afirmou que os ataques serão “mais severos, mais extensos e mais destrutivos do que nunca”, ressaltando que o Irã não permitirá qualquer interferência no Estreito de Ormuz, que foi definido como uma “linha vermelha inegociável”.
O presidente americano, Donald Trump, já havia informado que os EUA atacariam pontes e usinas de energia no Irã na próxima semana, caso Teerã não retorne às negociações. Ele enfatizou que os ataques ao país continuarão até que uma solução seja alcançada.
As Convenções de Genebra de 1949 proíbem ataques a locais considerados essenciais para a população civil, o que gera preocupações sobre as possíveis consequências de uma escalada no conflito entre os dois países.
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