O rei Mswati III anunciou que a Suazilândia irá recuperar o seu nome original, anterior à colonização britânica, passando a chamar-se oficialmente Reino de eSwatini. A proclamação histórica foi feita durante as celebrações do 50º aniversário do monarca, que coincidiram com os 50 anos de independência do país. O rei justificou a decisão como um passo necessário para o país se alinhar com a sua identidade nativa, seguindo o exemplo de outras nações africanas como Malawi, Zimbabwe e Botswana, que também reverteram para seus nomes pré-coloniais após a independência.
A alteração vai além de uma simples mudança no mapa. O nome “eSwatini” já vinha sendo utilizado pelo rei em discursos oficiais, mas agora torna-se definitivo, o que implicará uma vasta reforma administrativa. Nomes de instituições como a “Força Policial Real da Swazilândia” e a “Universidade da Swazilândia” terão de ser alterados, e a própria constituição do país poderá ter de ser reescrita. Curiosamente, a mudança também resolve uma confusão geográfica de longa data com a Suíça (Switzerland), um problema que o próprio rei admitiu ser comum em viagens internacionais.
O agora Reino de eSwatini, uma nação com 1,3 milhões de habitantes situada entre a África do Sul e Moçambique, é uma das últimas monarquias absolutistas do mundo. O seu líder, o Rei Mswati III, foi coroado com apenas 18 anos e governa o país há mais de três décadas. Embora o custo total deste processo de mudança de nome ainda seja desconhecido, a decisão marca um momento simbólico de reafirmação cultural e soberania para o povo suaíli.
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